- iFood começou a testar entregas por drones no Brasil, em operação descrita como logística multimodal para reduzir tempos em rotas com gargalos.
- Em Aracaju, a rota entre a capital e Barra dos Coqueiros, em parceria com Speedbird Aero, permite entrega de até 5 kg, com a etapa final realizada por entregador humano.
- O fluxo envolve triagem do pedido, um drone porto para decolagem/pouso, travessia aérea e transferência para o entregador no ponto seguro, priorizando segurança e rastreabilidade.
- Externamente, Wing (Alphabet) já oferece entregas desde 2019 em várias regiões, com centenas de milhares de entregas; Zipline atua em diversos países, incluindo foco médico, com milhões de entregas.
- No Brasil, a viabilidade comercial ainda depende de navegabilidade e infraestrutura, enquanto na China há avanço regulatório para uso urbano de drones até 2026.
O iFood iniciou testes de entregas por drones no Brasil, trabalhando com uma operação de logística multimodal. O voo é apenas parte do processo, visando reduzir tempo e aumentar previsibilidade em rotas com gargalos, como travessias sobre rios e áreas de tráfego intenso. A etapa final da entrega continua sob responsabilidade humana.
No modelo, o pedido é triado quanto a peso, embalagem e segurança. Em seguida, o item segue para um drone porto, área designada para decolagem e pouso. O drone realiza a travessia até um ponto seguro, onde um entregador assume a entrega até a residência do cliente.
A operação em território nacional está sendo testada em Aracaju, ligando a capital a Barra dos Coqueiros, em Sergipe, com parceria tecnológica da Speedbird Aero. A capacidade de carga é de até 5 kg; as rotas e equipamentos seguem autorizações de órgãos de aviação civil e espaço aéreo.
Essas regras buscam manter segurança, rastreabilidade e integração com o hub de entregadores. O projeto foca em reduzir o tempo de travessia, mantendo o padrão de operação e conformidade regulatória.
Fora do Brasil, empresas atuam com mais volume e escopo. A Wing, do grupo Alphabet, realiza entregas diretas de centros parceiros a domicílios desde 2019, com operações nos EUA, Austrália, Finlândia e Irlanda. Já somam mais de 750 mil entregas residenciais.
A Zipline, fundada em 2014, opera redes de entregas por drones com foco em logística médica e varejo. Atua em Ruanda, Gana, Nigéria, Quênia, Japão e EUA, conectando hospitais e lares a centros de distribuição. As aeronaves já ultrapassaram 2 milhões de entregas.
Na China, drones viraram elemento estratégico da chamada economia de baixa altitude. Empresas como Meituan, JD.com e Alibaba utilizam frotas para refeições e pacotes em áreas densas, com destaque para Shenzhen, que funciona como laboratório urbano.
Governos locais e startups também aplicam drones na logística médica, levando material para regiões montanhosas e isoladas. Registros de transmissão de sangue, vacinas e medicamentos reduziram tempos de resposta em emergências, com ajustes regulatórios para tornar o setor mais estável a partir de 2026.
Embora os drones de entrega ainda não operem de forma ampla no Brasil, especialistas apontam potencial de aplicações em cenários de difícil acesso. A viabilidade comercial depende de navegabilidade, infraestrutura de linhas elétricas e segurança de voo, entre outros desafios técnicos.
Essa tendência aponta para uso crescente de tecnologias de entrega aérea, especialmente para situações de acesso remoto. Medicamentos e itens de alto valor podem se beneficiar, mesmo que as refeições demorem mais para chegar voando. O acompanhamento regulatório segue como elemento crucial para a expansão.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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