- Novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA indicam possível atuação de Jeffrey Epstein no Brasil, com mais de quatro mil referências ao país.
- Conversas divulgadas com Jean-Luc Brunel sugerem que ele era próximo de Epstein e atuava como recrutador de mulheres brasileiras para um esquema de tráfico sexual.
- Arquivos relatam que, em 2016, Epstein tentou comprar uma agência de modelos no Brasil, buscando acesso facilitado a mulheres, mesmo após condenação por aliciamento de menor.
- Em 2012, Epstein demonstrou interesse pela modelo brasileira Luma de Oliveira em diálogo com Brunel, que menciona a mulher e o marido dela, o empresário Eike Batista.
- Depoimento de 2010 na Justiça da Flórida aponta que Epstein viajava ao Brasil e mantinha contato com recrutadora ligada a Brunel, com menções a venda de agências e a possibilidade de realizar concurso de modelos no país.
Novos documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA sugerem uma possível atuação de Jeffrey Epstein no Brasil. Ao todo, mais de quatro mil itens citam o país em registros e comunicações.
Entre os nomes associados, figura Jean-Luc Brunel, ex-agente de modelos francês condenado por crimes sexuais. Os arquivos indicam que Brunel atuaria como braço de Epstein para recrutamento de mulheres brasileiras para um esquema de exploração.
Outra dimensão apresentada é a tentativa de Epstein de comprar uma agência de modelos no Brasil em 2016, oito anos após ter sido condenado por aliciar uma menor de idade. As mensagens indicam acesso facilitado a mulheres.
Em 2012, o empresário brasileiro Eike Batista aparece em diálogos envolvendo a modelo Luma de Oliveira, com Brunel relatando o interesse de Epstein pela profissional. As comunicações apontam possível ligação entre as partes.
O ex-agente cofundou a agência MC2, com sede em Miami, que contou com apoio financeiro de Epstein. Em 2019, o The Guardian publicou denúncias de tráfico sexual envolvendo Brunel e outras pessoas.
Brunel foi preso em 2020; em 2022 ele foi encontrado morto em uma cela na França. A Justiça dos EUA também registra, em 2010, relatos de viagens frequentes de Epstein ao Brasil e contatos com mulheres que forneciam garotas para fins sexuais.
Relatos judiciais descrevem uma recrutadora cujas identidades foram preservadas. Segundo depoimento, a pessoa trabalhava para Brunel e sustentava que a agência dele era sustentada por Epstein.
Em mensagens trocadas, Epstein manifestou interesse em organizar um concurso de beleza no Brasil, com propostas para aquisição de agências locais e possíveis parcerias com editoriais. As comunicações também mencionam a tentativa de facilitar patrocínios.
Os documentos corroboram a complexa rede de relações entre Epstein, Brunel e atores brasileiros, ampliando o foco sobre atividades ilícitas associadas ao caso. As informações continuam sob análise de autoridades.
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