- Jovens no Reino Unido deixam o emprego por motivo de saúde e ficam inativos economicamente quando atuam em setores inseguros e de baixo salário, como hospitalidade, varejo e cuidado.
- Mais de quarenta por cento dos trabalhadores em serviços de hospedagem e alimentação estão em arranjos de trabalho inseguros, incluindo contratos por zero hora, trabalho por agência ou autônomo mal pago.
- A análise associa as ocupações mais comuns entre os jovens a maiores saídas devido a doença e à inatividade no trabalho.
- Os três setores com maior volume de trabalhadores movendo-se para inatividade por doença são atacado e varejo, alimentação/acomodação e saúde e assistência social; funções em risco incluem carregadores de hospital, motoristas, cozinheiros e atendentes de parques de diversões.
- Milburn deve apresentar um relatório neste verão sobre a juventude em inatividade; o governo já lançou um esquema de £1 bilhão que paga £3.000 para contratar um jovem ausente há seis meses ou mais.
Young people no Reino Unido tendem a deixar o emprego por motivos de saúde e a ficar economicamente inativos quando atuam em setores com inflação de insegurança e baixos salários, aponta estudo encomendado pela Trades Union Congress (TUC) e conduzido pela Timewise.
A análise relaciona as ocupações comuns entre jovens, como hotelaria, varejo e cuidado, a maior chance de migrarem para doença de longo prazo ou inatividade. O estudo afirma que esses setores concentram empregos precários ou mal remunerados.
Quase metade dos trabalhadores de acomodação e alimentação atuam em regimes de trabalho instáveis, incluindo contratos de zero hora, trabalho intermitente ou autônomo de baixo rendimento. Esses formatos são mais comuns entre jovens.
A Timewise destaca que empregos precários dificultam a continuidade quando surgem doenças ou problemas de saúde mental, dificultando a permanência no mercado de trabalho. A observação vem de analisar fluxos de saída do trabalho para doenças.
O estudo aponta três setores com maiores volumes de saída para inatividade por doença, justamente onde a participação jovem é relevante: atacado e varejo, alimentação e alojamento, além de saúde e assistência social. O foco é na qualidade do emprego.
Entre as funções com maior risco de inatividade por doença, aparecem carregadores de hospital, motoristas de transporte rodoviário, equipes de cozinha e empregados de lazer e parques temáticos. A pesquisa relaciona esses cargos à maior vulnerabilidade.
Os autores sugerem que a revisão de políticas sobre inatividade juvenil, encomendada pelo governo, foque tanto na qualidade quanto na quantidade de empregos oferecidos. A ideia é reduzir a vulnerabilidade vinculada à saúde no trabalho.
O governo confirmou uma nova iniciativa de ~1 bilhão de libras para enfrentar o desemprego de jovens, com apoio financeiro a empregadores que retomem jovens após pelo menos seis meses sem trabalho. Detalhes são esperados em breve.
Dados oficiais indicam que 957 mil jovens de 16 a 24 anos estavam fora de emprego, educação ou treinamento no último trimestre de 2025, correspondendo a 13% do total, com quase metade tendo algum problema de saúde ou deficiência.
O relatório de Milburn, esperado para o verão, deverá orientar ações sobre a inatividade juvenil, enquanto autoridades enfatizam a necessidade de melhorias na qualidade dos empregos. A meta é reduzir vulnerabilidades e ampliar oportunidades.
Prudente e técnico, o tema também envolve o Conteúdo de direitos trabalhistas. O secretário de Trabalho e Pensões reiterou uma nova estrutura para ampliar proteções, incluindo salário por doença e aviso prévio de horários, ainda em implementação.
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