- Mais de metade dos empregos no varejo britânico podem ser afetados pela reforma de horas garantidas, segundo a British Retail Consortium (BRC).
- As mudanças previstas incluem direitos a horas garantidas para quem tem contratos de zero ou “baixas” horas, além de regras sobre trabalho flexível, pagamento por cancelamento de turnos de última hora e proibição de demissão por retaliação em muitos casos.
- A BRC defende que as horas garantidas sejam aplicáveis apenas a contratos de oito horas por semana ou menos, com um período de referência de pelo menos 26 semanas (ou, idealmente, um ano).
- Usdaw (sindicato dos trabalhadores do varejo) e a Trades Union Congress (TUC) veem benefícios sobretudo para trabalhadores mais inseguros, especialmente mulheres e pessoas com deficiência; Usdaw destaca importância para trabalhadores não sindicalizados.
- Pesquisa da Opinium para a BRC aponta que 55% das vagas no varejo são de meio período, e 52% dos adultos valorizam a flexibilidade horária; governo ainda não definiu teto de horas nem o período de avaliação.
Mais de metade dos empregos no varejo britânico pode ser afetada pela reforma dos horários garantidos, que fica para valer a partir de abril. A norma incluirá novas proteções para trabalhadores com salários por doença, assédio sexual, licença parental e reconhecimento sindical. Além disso, avanços defendidos para horários garantidos, trabalho flexível, pagamento por cancelamento de turnos de última hora e proibição de demissões por motivos de flexibilidade estão previstos para o próximo ano.
A British Retail Consortium (BRC), que representa grandes varejistas, sustenta que as proteções de horários garantidos devem valer apenas para contratos de oito horas semanais ou menos, com um período de referência de 26 semanas — ou, idealmente, um ano. A ideia é refletir padrões sazonais de trabalho sem prejudicar empregos.
Impacto para empregos e opinião setorial
A BRC afirma que 55% das vagas no varejo são meio período, bem acima da média nacional de 33%. A entidade aponta que a flexibilidade é valorizada, especialmente por estudantes, pais e quem tem condições de saúde, e que as mudanças devem manter esse formato quando útil aos trabalhadores.
Usdaw, sindicato dos trabalhadores de lojas, sustenta que os novos direitos beneficiarão principalmente quem está em formas de emprego mais precárias, com destaque para mulheres e pessoas com deficiência. A entidade enfatiza a necessidade de direitos básicos para evitar práticas de exploração.
O TUC, sindicato de trabalhadores, reforça que segurança e previsibilidade ajudam no planejamento familiar e financeiro. A organização ressalta que o fim de contratos de zero horas e o fortalecimento de horários regulares podem melhorar a qualidade de vida de muitas famílias, desde que a implementação seja completa.
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