- Milhares de jovens que saem do sistema de acolhimento na Inglaterra continuam fora do mercado de trabalho, apesar de empresários afirmarem estar abertos a contratá-los.
- A Drive Forward Foundation, que ajuda care leavers a conseguir emprego, aponta que a lacuna de emprego com esses jovens persiste mesmo com décadas de iniciativas.
- Pesquisas indicam que 40% dos care-experienced entre 19 e 21 anos não estão em emprego, educação ou treinamento, versus 12,7% de quem não tem experiência de acolhimento.
- Em entrevista, mais de 80% dos entrevistados disseram considerar contratar care-experienced, porém poucos ajustaram processos de recrutamento para lidar com históricos de trabalho não lineares ou lacunas no currículo.
- A organização lançou uma nova caixa de ferramentas para ajudar empregadores a melhorar o acesso de care leavers ao trabalho, destacando casos de sucesso quando práticas são adaptadas.
Thousands of care leavers in England enfrentam barreiras para trabalhar, apesar de declarações de abertura por parte de empregadores. O Drive Forward Foundation aponta que o grupo fica atrás por não adaptar processos de contratação. A maioria diz querer contratar, mas pouco muda.
A organização aponta que jovens que saem do cuidado são quase três vezes mais propensos a estar desempregados do que pares sem vivência semelhante. Dados do Office for National Statistics indicam 40% de care-experienced entre 19 e 21 anos estão NEET.
O total de 16 a 24 anos NEET no Reino Unido está em quase 1 milhão, o maior nível em mais de uma década. O governo tem buscado ampliar opções por meio de reformas de bem-estar e subsídios a empregadores.
Desafios na prática de recrutamento
Uma pesquisa encomendada pelo Drive Forward, com 500 empregadores, mostrou que mais de 80% considerariam contratar care-experienced, mas poucos ajustaram descrições de vagas ou a linguagem de recrutamento para eliminar barreiras.
Quase metade disse nunca ter feito ajustes, e 25% não possuem medidas específicas para apoiar candidatos com histórico de cuidado. O objetivo é reduzir lacunas na contratação.
Russell Winnard, CEO da Drive Forward, afirma que muitos recrutadores julgam com base em suposições desatualizadas. Sistemas de seleção não pensados para trajetórias não lineares excluem talentos.
Em resposta, a organização lançará um novo kit de ferramentas para orientar empregadores. A Drive Forward trabalha com mais de 40 empresas, como John Lewis, Camden Council e a Civil Service, para ampliar oportunidades.
Winnard acrescenta que práticas mais flexíveis melhoraram resultados, fortalecendo a força de trabalho das empresas ao mesmo tempo em que ajudam jovens em cuidado.
Um porta-voz do governo reiterou o compromisso com oportunidades para jovens, citando apoio específico a care leavers e incentivos, além de programas que prevêm até quase 1 bilhão de libras para criação de empregos e oportunidades de aprendizado.
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