- Milhões de trabalhadores estrangeiros continuam atuando nas seis monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo, mesmo diante de ataques com mísseis e drones iranianos.
- Cerca de metade dos 65 milhões de habitantes da região são trabalhadores estrangeiros; a participação varia de quarenta por cento na Arábia Saudita e em Omã a quase noventa por cento nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar.
- Até o dia dezesseis de março, os ataques iranianos provocaram doze mortes e cerca de duzentos feridos no CCG, com a maioria das vítimas identificadas como oriundas da Ásia (Índia, Paquistão, Bangladesh e Nepal).
- As condições de trabalho e de residência variam, mas há denúncias frequentes de contratos leoninos, ausência de direito de greve e restrições de retorno, incluindo casos em Kuwait de professores impedidos de retornar.
- Os imigrantes exercem funções essenciais em construção, limpeza, infraestrutura, hospitalidade e serviços, mantendo a operação diária das cidades da região mesmo diante do conflito.
Em meio a ataques com mísseis e drones iranianos, as baterias antiaéreas passam a proteger as costas árabes do Golfo. Milhões de imigrantes continuam trabalhando nas seis monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo, sem interromper atividades essenciais.
Os cerca de 65 milhões de habitantes da região incluem uma expressiva presença de trabalhadores estrangeiros, que vão de operários a profissionais de saúde, educação e serviços. A parcela de não locais varia entre 40% na Arábia Saudita e Omã, até nearly 90% nos Emirados e em Qatar.
Até 16 de março, ataques monitorados deixaram pelo menos uma dúzia de mortos e cerca de duas centenas de feridos no CCG. A maioria das vítimas identificadas era de origem asiática, incluindo Índia, Paquistão, Bangladesh e Nepal, de acordo com informações divulgadas pela imprensa.
No eixo UAE, que recebeu o maior número de ataques entre os países da região, a população indiana representa cerca de um quarto dos 11 milhões de habitantes. Profissionais estrangeiros atuam principalmente em construção, limpeza, manutenção de infraestruturas e serviços, com grande concentração em Dubai e Abu Dhabi.
Condições de trabalho variam por país, mas organizações de direitos humanos costumam denunciar contratos leoninos, ausência de direito de greve e restrições ao retorno ao país de origem. Em Kuwait, por exemplo, a autorização de retorno pode ficar emperrada, deixando alguns professores expatriados atrasados.
Muitos trabalhadores não conseguem planejar a volta ao lar, pois dependem de salários que financiam famílias no exterior. Em muitos contratos, a saída depende da autorização do empregador, elevando a vulnerabilidade em caso de crises ou de reajustes.
Apesar das imagens de ruas e centros comerciais vazios em cidades como Dubai, Abu Dhabi e Doha, a vida segue graças ao trabalho contínuo desses imigrantes. Eles mantêm plantas de dessalinização, centrais elétricas, residências e serviços de alimentação para locais e expatriados que permanecem na região.
O Бишкек? (Observação: manter foco factual) As rotinas, embora desafiadas, seguem estáveis para a maior parte dos trabalhadores, que constroem e sustentam a infraestrutura necessária para o funcionamento das monarquias, mesmo diante da tensão geopolítica.
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