- O México aprovou projeto para reduzir gradualmente a jornada de quarenta e oito para quarenta horas semanais até mil e trinta, com a primeira redução de duas horas prevista para janeiro de dois mil e vinte e sete, caso o texto seja ratificado.
- A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base no fim da noite de terça-feira com o apoio de todos os 469 parlamentares presentes, em um Congresso de quinhentos membros; a votação final ocorreu com quatrocentos e onze votos favoráveis.
- A reforma aumenta as horas extras semanais de nove para doze e mantém apenas um dia de descanso para cada seis dias de trabalho.
- O governo sustenta que a medida eleva produtividade de forma digna; a oposição afirma que não há redução real da jornada e critica o texto como incompleto e feito às pressas.
- A proposta pode beneficiar cerca de treze milhões e quatrocentos mil profissionais, segundo o governo, e depende da ratificação por mais da metade das legislaturas estaduais para entrar em vigor.
O México aprovou um projeto de lei que reduz a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais de forma gradual, com início de implementação no próximo ano e conclusão em 2030. A ideia é diminuir a carga horária total, mas elevar as horas extras semanais e manter apenas um dia de descanso a cada seis dias trabalhados.
A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim da noite de terça-feira, 24, com 469 votos a favor e nenhum contra entre os presentes, em um plenário de 500 parlamentares. Em seguida, houve a apreciação dos detalhes, aprovados por 411 votos favoráveis. A oposição criticou o projeto durante longo debate.
A tendência de reduzir a semana de trabalho vem acompanhada de críticas de que não há redução real, já que as horas extras vão de 9 para 12 por semana e não há obrigatoriedade de dois dias de descanso a cada cinco trabalhados. O tema gerou divergências entre governo e oposição.
Partido governista celebrou a aprovação após anos de negociação com o setor empresarial. O deputado Pedro Haces afirmou que a produtividade se constrói com dignidade, destacando que a reforma busca equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. A oposição sustenta que a mudança é insuficiente e apressada.
A proposta já havia sido aprovada pelo Senado, onde a maioria governista Morena detém força relevante. O Ministério do Trabalho divulgou, nas redes, que após mais de 100 anos sem mudanças, o México iniciará a redução gradual da jornada de 48 horas.
A presidente Claudia Sheinbaum apresentou o projeto em dezembro. O plano prevê reduzir a jornada em duas horas por ano, beneficiando aproximadamente 13,4 milhões de trabalhadores. A implementação inicial começa em janeiro de 2027, caso haja ratificação dos estados.
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