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Funcionários em greve da Starbucks pedem aos clientes que apaguem o app

Sindicato de baristas convoca clientes a apagar o aplicativo da Starbucks em solidariedade à negociação de um primeiro contrato, com greve no terceiro mês

Starbucks Workers United members and supporters picket outside a Starbucks store in the Brooklyn borough of New York, on 13 November 2025.
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  • A greve de baristas da Starbucks já dura quase três meses, com cerca de 1.000 trabalhadores em greve em quase cinquenta lojas; a representação soma cerca de 11.000 baristas em novecentos e setenta e seis estabelecimentos nos EUA.
  • A campanha “Delete the App” convoca clientes a desinstalar o aplicativo da Starbucks como ato de solidariedade, enquanto a organização busca um primeiro acordo trabalhista.
  • Cerca de quinze lojas solicitaram eleição sindical no mês anterior; no fim de dezembro, a maioria dos locais pediu retorno ao trabalho, mantendo entre centenas e mil funcionários na paralisação de forma rotativa.
  • A Starbucks minimizou o impacto da greve, afirmando que menos de um por cento das lojas foi afetado e que a maioria continuou operando ou reabriu rapidamente; a empresa não comentou sobre a campanha de desinstalação do app.
  • A campanha recebeu apoio de lideranças sindicais, incluindo a presidente da Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO), que destacou o movimento como forma de ampliar o impacto da luta por condições trabalhistas dignas.

O movimento de trabalhadores de Starbucks segue em greve há quase três meses. Ação coordenada pela Starbucks Workers United pede aprovação de um primeiro contrato sindical, com a campanha “Delete the App” para mostrar apoio.

Entre os envolvidos, está KC Ihekwaba, barista em Lafayette, Colorado, que participa de chamadas de solidariedade. Também consta Christi Gomoljak, que integrou a organização de uma greve em Downtown Disney, Anaheim, em novembro de 2025.

Os grevistas afirmam que a luta continua por salários dignos, carga horária estável e fim de práticas de intimidação sindical. A mobilização começou em 13 de novembro do ano passado, após anos de eleições sindicais em mais de 600 lojas desde 2021.

A adesão atual envolve cerca de 1.000 baristas em quase 50 lojas, com esforços para manter um núcleo em greve para reduzir impactos financeiros. A campanha também busca ampliar o número de lojas com representatividade sindical.

Resposta da Starbucks

A empresa afirma que menos de 1% dos pontos foram afetados e que muitos permaneceram funcionando. Um porta-voz destacou que já existem mais de 30 acordos tentativos e que a plataforma de ta​balho pode sinalizar retorno às negociações.

A Starbucks também ressaltou que a maioria das lojas já retomou atendimento ou reabriu rapidamente após as ações. A declaração menciona salários médios acima de R$ 150 por hora para os trabalhadores horários.

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