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Desemprego cai mais que o previsto em novembro, a 5,2%

Desemprego cai a 5,2% no trimestre até novembro, recorde de ocupados (103 milhões) e renda em alta; informalidade recua para 37,7%

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O número de pessoas ocupadas -- 103 milhões -- foi recorde
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  • A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até novembro, menor nível da série histórica iniciada em 2012.
  • O número de pessoas ocupadas atingiu 103 milhões, recorde da série.
  • A população em busca de emprego somou 5,644 milhões, menor cifra já registrada.
  • A renda real avançou 1,8% frente ao trimestre móvel anterior, chegando a R$ 3.574.
  • A informalidade caiu para 37,7% da occupied, equivalendo a 38,8 milhões de trabalhadores.

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% nos três meses até novembro, o menor nível já registrado pela série iniciada em 2012, segundo o IBGE. O resultado ficou aquecido pela continuidade da recuperação do mercado de trabalho, mesmo com juros elevados.

No período, o número de pessoas ocupadas atingiu 103 milhões, recorde na série. A população em busca de emprego ficou em 5,644 milhões, menor patamar já observado. A média de rendimento real subiu 1,8% frente ao trimestre anterior, para R$ 3.574.

A taxa de informalidade recuou para 37,7% da população ocupada em novembro, equivalendo a 38,8 milhões de trabalhadores. O recuo indica menor participação de trabalhadores sem carteira na composição do emprego formal.

O Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano, com expectativa de queda apenas no futuro, segundo o Relatório Focus. Economistas projetam primeira redução de 0,5 ponto percentual em março, com a taxa fechando 2026 em 12,25%.

A ata da última reunião do BC aponta que o mercado de trabalho continua aquecido, com sinais de desaquecimento ainda incipientes, segundo representantes do colegiado. A avaliação é de que o emprego vem resistindo ao aperto monetário.

Especialistas destacam que ganhos de renda, massa de salários e inflação mais contida, especialmente em alimentos, ajudam a manter o mercado de trabalho estável diante dos juros altos, segundo análises da atual conjuntura.

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