- O setor espanhol de vinhos, avaliado em 22,4 bilhões de euros, enfrenta envelhecimento da mão de obra, despovoamento rural e necessidade de modernização tecnológica, segundo a OIVE.
- A organização afirma que são necessários 22.600 trabalhadores jovens nos próximos anos; 38,9% dos viticultores têm entre 51 e 65 anos, 35% acima de 65, e jovens com menos de 40 representam 9,3%.
- O presidente da OIVE, Fernando Ezquerro, alerta que sem substituição geracional o setor pode “murchar”; é preciso atrair jovens e investir em sustentabilidade e competências digitais.
- Óscar de Íscar, 36 anos, da cooperativa Cuatro Rayas, é exemplo de jovem empreendedor na vinha, enfatizando a necessidade de enxergar a viticultura como negócio e ter formação técnica.
- A depopulação rural no país complica a atração de jovens; vinhedos e adegas ajudam a manter populações locais e a capturar carbono, ressaltando a importância econômica das áreas rurais.
O setor vinícola espanhol, avaliado em 22,4 bilhões de euros, enfrenta envelhecimento da mão de obra, despovoamento rural e necessidade de modernização tecnológica. Um relatório do OIVE aponta a urgência de atrair jovens para a atividade.
Segundo o levantamento, serão necessários 22.600 trabalhadores jovens nos próximos anos, para substituir gerações que atingem a idade de aposentadoria. Hoje, 38,9% dos viticultores têm entre 51 e 65 anos e 35% já passaram dos 65.
A pesquisa mostra ainda que quem tem 41 a 50 anos representa 16,9% do setor, enquanto menos de 9,3% têm menos de 40. A disparidade etária preocupa pela continuidade da produção e pela inovação nas vinícolas.
Entre os mais jovens engajados está Óscar de Íscar, cooperado da Cuatro Rayas, em La Seca, Valladolid. O jovem, de 36 anos, enfatiza necessidade de visão empreendedora e de atrair talentos para modernizar viticultura, sustentabilidade e competências digitais.
A gestão das cooperativas, como Cuatro Rayas, aponta que a transformação passa por atrair jovens, investir em tecnologia e melhorar a atratividade da atividade rural. A geração atual busca equilibrar tradição com inovação para garantir o futuro da vinha.
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