- O British Medical Association enfrenta greve de funcionários administrativos, com médicos residentes iniciando ação apoiada pela BMA; já é a 14ª greve desde março de 2023.
- As negociações entre a BMA e o sindicato GMB falharam na terça-feira, aumentando a possibilidade de greve dos trabalhadores clericais e administrativos no próximo ano.
- O GMB afirma que, desde 2012, salários dos funcionários da BMA sofreram erosão de quase 17% e critica a oferta de aumento de 2% como abaixo da inflação. A BMA diz oferecer salários acima do mercado, em meio a restrições orçamentárias.
- Outra rodada de negociações com o secretário de saúde, Wes Streeting, não resultou em acordo sobre as demandas dos médicos residentes.
- O BMA sustenta que a proposta de 2026 traz melhoria salarial e benefícios não salariais, enquanto o GMB enfatiza reivindicações contínuas, com apoio de mais de 91% dos membros para a indisposição.
A British Medical Association (BMA) enfrenta uma possível greve entre o seu staff clerical, após negociações falharem nesta terça-feira. Paralelamente, médicos residentes iniciaram uma ação de greve apoiada pela BMA, elevando o conflito sobre salários no setor de saúde no Reino Unido. O impasse envolve a direção da BMA e o sindicato GMB, que representa a maior parte dos trabalhadores internos.
Segundo pessoas próximas às negociações, o GMB está preparando votação entre seus filiados para confirmar apoio a uma greve, caso a impasse persista. A BMA afirma que enfrenta restrições financeiras severas, mas mantém a oferta de salários acima da média de mercado. O governo, representado pelo secretary of health Wes Streeting, também esteve envolvido em conversas com outra equipe de negociadores.
Os médicos residentes, que representam quase metade dos médicos do NHS, começaram a greve na manhã de quarta-feira e devem permanecer afastados até as 7h de segunda-feira. Esta é a 14ª paralisação dessa categoria desde março de 2023. O GMB critica as ações da BMA, afirmando que houve erosão salarial ao longo de anos de reajustes abaixo da inflação.
Desdobramentos da negociação e da greve
O GMB acionou formalmente a disputa em novembro, após a BMA oferecer um aumento de 2% abaixo da inflação. Ao mesmo tempo, a BMA criticou publicamente a oferta governamental de 2,5% para médicos. O sindicato afirma que, desde 2012, os funcionários da BMA sofreram queda real de quase 17% no poder de compra devido a reajustes insuficientes.
Uma pesquisa com membros do GMB que trabalham na BMA aponta apoio à greve acima de 90%. O GMB sustenta que a BMA não apresentou movimento significativo rumo a um acordo de aumento consolidado de 2% e que houve apenas melhorias pontuais, como o aumento de 250 libras para 1.500 libras no pagamento não consolidado e um dia a mais de folga no Natal.
A BMA defende que o impacto financeiro total da oferta fica entre 3,2% e 16,31%, com os dias de folga adicionais equivalentes a 1,2% extras. O GMB contesta esses números, argumentando que incluem pagamentos consolidados e não consolidados que não seriam aceitos para médicos. Ainda segundo o sindicato, o ganho real anual fica entre 1,90% e 1,98% em relação ao total de 2025.
O porta-voz do GMB ressaltou a decepção com a tentativa da BMA de atribuir valores percentuais aos dias de folga de fim de ano, destacando a busca por uma oferta que reflita a inflação e reduza a erosão salarial ao longo dos anos. A BMA, por sua vez, afirmou que trabalha com uma melhoria da oferta para tornar o pacote viável dentro do orçamento, mantendo benefícios adicionais ao equilíbrio entre vida profissional e bem-estar dos funcionários.
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