- Um júri popular na Áustria condenou um cidadão sírio de 24 anos à cadeia perpétua pelo assassinato de um adolescente de 14 anos, em fevereiro de 2025, em Villach, em nome do grupo yihadista Estado Islâmico.
- O ataque deixou cinco feridos graves; outro sírio que trabalhava entregando comida o atropelou e impediu que cometesse mais ataques.
- A acusação afirma que o radicalismo começou em 2024, com vídeos do EI no TikTok; o condenado chegou a Áustria em 2020 buscando asilo.
- Dois dias antes do ataque, ele gravou uma mensagem jurando fidelidade ao EI e anunciando um ataque contra “infiéis imorais”, exibindo um punhal de dez centímetros.
- Em depoimento inicial, ele disse que pretendia matar mais pessoas e que só se arrependeu de não ter morrido; a fiscalia sustenta que não houve arrependimento, opinião com a qual o juiz concordou.
Um cidadão sírio de 24 anos foi condenado à pena de prisão perpétua pela Justiça da Áustria, por matar um adolescente de 14 anos em fevereiro de 2025 em Villach, no sul do país. O ataque ocorreu em via pública, com o agressor chamando a violência em nome do Estado Islâmico (ISIS). Um segundo sírio que trabalhava entregando comida atravessou o atacante, impedindo que ele ferisse mais pessoas.
Segundo a acusação, o condenado chegou à Áustria em 2020 buscando asilo, alegando risco à vida devido à guerra civil em seu país. A radicalização teria começado em 2024, impulsionada por vídeos do ISIS nas redes sociais. O irmão que morava com ele afirmou não ter notado o processo de radicalização.
Dois dias antes do ataque, o réu gravou uma mensagem jurando fidelidade ao ISIS e anunciando um ataque contra “infiéis imorais”, incluindo a revelação de um canivete de 10 centímetros utilizado no crime. A polícia registrou o depoimento inicial do suspeito, no qual ele disse que pretendia matar mais pessoas e que se arrependeu apenas de não ter morrido.
Contexto
A Fiscalía descreveu que o condenado não demonstrou arrependimento, avaliação compartilhada pelo juiz que presidiu o tribunal. O réu afirmou que não pretende recorrer da sentença, que foi confirmada em júri popular. A decisão mantém o ataque como ato terrorista relacionado ao ISIS.
Entre na conversa da comunidade