- Duas australianas, Kawsar Ahmad, 53, também conhecida como Abbas, e Zeinab Ahmad, 31, foram à frente de um tribunal em Melbourne acusadas de crimes de escravidão ocorridos quando viviam em território do Estado Islâmico na Síria.
- As mulheres foram presas no aeroporto de Melbourne pela equipe conjunta de contra-terrorismo na última quinta-feira e não solicitaram fiança durante a breve audiência.
- Zeinab deverá solicitar fiança em 4 de junho, enquanto a solicitação de fiança de Kawsar é esperada para 16 de junho; a Polícia Federal australiana deve se opor à fiança.
- Segundo as acusações, Kawsar teria participado da compra de uma mulher escravizada por US$ 10 mil, além de supostamente exercer poderes de propriedade sobre pessoas, em um contexto de ataque generalizado contra uma população civil; Zeinab é acusada das mesmas duas infrações.
- Os crimes teriam ocorrido entre 1º de junho de 2017 e 1º de novembro de 2018 em Mayadin, Hajim, Gharanij, Bahra, Abu Hamam, Walaa e outras localidades na província de Deir ez-Zur, no leste da Síria.
Kawsar Ahmad, 53, conhecida também como Abbas, e Zeinab Ahmad, 31, duas australianas, foram levadas a um tribunal de Melbourne. A posse de acusações relacionadas a crimes de escravização é o foco do processo. As alegações remontam ao período em que viveram sob o domínio do Estado Islâmico na Síria.
As mulheres foram presas pela Victorian joint counter-terrorism team no aeroporto de Melbourne, na quinta-feira, conforme denúncia apresentada à promotoria. O caso envolve suposta participação em redes de escravização associadas ao grupo extremista.
Ambas compareceram perante a chefe da magistratura, Lisa Hannan, na segunda-feira. Não houve pedido de fiança durante a breve audiência inicial, conforme registro do tribunal.
Zeinab deve solicitar fiança em 4 de junho, e Kawsar em 16 de junho, conforme orientação do tribunal. O advogado de Kawsar indicou possíveis questões que podem influenciar o pedido de soltura.
A polícia federal australiana indica que os crimes têm relação com terrorismo e deve contestar a liberação das suspeitas. As acusações envolvem participação no comércio de escravos.
Segundo documentos judiciais, Kawsar é acusada de exercer, intencionalmente, “poderes de propriedade” sobre uma pessoa, em contexto de ataque contra civis. Zeinab enfrenta as mesmas duas acusações.
As alegações afirmam que os crimes ocorreram entre 1º de junho de 2017 e 1º de novembro de 2018, em Mayadin e outras localidades da província de Deir al-Zor, no leste da Síria. Mayadin é citada entre os locais.
Entre os locais listados estão Mayadin, Hajin, Gharanij, Bahra, Abu Hamam e Walaa, além de outras áreas da mesma região. As ações teriam ocorrido durante o controle do território pela organização extremista.
Pelo menos um ponto envolve suposta venda de escrava, com a acusação de que Kawsar participou do tráfico de pessoas por cerca de US$ 10.000. Zeinab também enfrenta essa linha de acusação.
O caso é acompanhado por autoridades australianas que avaliam se houve violação de leis federais relacionadas a terrorismo e escravização. A defesa mantém que as informações ainda estão em avaliação.
As próximas etapas incluem audiências de fiança para Zeinab e Kawsar, com decisões previstas nos dias 4 e 16 de junho, respectivamente, conforme agenda judicial.
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