- O ataque a uma sinagoga em Michigan, ocorrido em 12 de março, foi considerado pela FBI como inspirado pelo Hezbollah, com o suspeito Ayman Ghazali consumindo conteúdo ligado ao grupo online antes do ataque.
- Ghazali, naturalizado americano nascido no Líbano, gravou um vídeo antes de dirigir o caminhão para a Temple Israel em West Bloomfield Township, dizendo que queria matar o maior número possível de pessoas.
- A investigação aponta que ele buscou informações sobre a maior reunião de israelenses no estado, tentou obter uma arma de duas pessoas que se recusaram e comprou um rifle estilo AR, além de carregadores e grande quantidade de munição.
- A FBI informou que, mesmo com o fogo no veículo, foi possível coletar centenas de evidências digitais e realizar mais de cem entrevistas; não houve feridos entre os frequentadores, incluindo 140 crianças da escola infantil.
- A análise também mostrou que Ghazali postou nas redes sociais fotos de familiares falecidos e de líderes iranianos nas dias que antecederam o ataque, e que demonstrou ter planejado o ato de forma específica contra a comunidade judia.
O FBI informou que o ataque a uma sinagoga no Michigan foi inspirado pelo Hezbollah. Ayman Ghazali, naturalizado americano nascido no Líbano, atacou o Temple Israel, em West Bloomfield Township, na região norte-ocidental de Detroit, no dia 12 de março, dirigindo um caminhão e, depois, entrando na estrutura e se matando no veículo.
A chefe do FBI em Detroit, Jennifer Runyan, revelou que Ghazali consumia, com frequência, conteúdo ligado ao grupo online. Mesmo com o fogo no caminhão, as autoridades coletaram evidências digitais e realizaram mais de 100 entrevistas com testemunhas, familiares e associados.
Investigação e evidências
A análise abrangeu atividades online de Ghazali desde janeiro, com buscas recorrentes por conteúdos pró-Hezbollah e canais iranianos, além de vídeos sobre confrontos e balas. O suspeito também acompanhava notícias sobre o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, e sobre uma fatwa iraniana para jihad contra forças militares dos EUA.
Antes do ataque, Ghazali enviou um vídeo à irmã, cerca de 10 minutos antes de dirigir para o local, mencionando a sinagoga de maior porte do estado e afirmando planos de atacar. A gravação indicou ainda que ele pretendia ferir ou matar o maior número possível de pessoas.
O denunciante comprou um rifle no mercado local em Dearborn Heights, com 10 carregadores e aproximadamente 300 cartuchos, além de itens para logística, como uma bolsa de rifle e 40 tambores de água. Investigadores apuraram que Ghazali pesquisou sinagogas locais nos dias que antecederam o ato.
Contexto e desdobramentos
Ghazali chegou aos Estados Unidos em 2011, com visto familiar, e naturalizou-se em 2016. Recentemente, perdeu dois irmãos, uma sobrinha e um sobrinho em um ataque aéreo israelense no Líbano, de acordo com autoridades locais. A ação ocorreu no contexto de hostilidades entre EUA, Israel e forças estimuladas pelo Irã, que atingem a região.
Não houve feridos entre os frequentadores da sinagoga, incluindo 140 crianças na escola infantil do local. A investigação segue com o aprofundamento de ligações entre Ghazali e conteúdos extremistas, além de avaliar impactos do ambiente de conflito na região.
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