- Dez anos após os ataques em Bruxelas, Walter Benjamin ainda busca reabilitação e o pagamento final pelas lesões.
- Ele ficou sem parte da perna no terminal do aeroporto e continua em tratamento; não consegue entrar no aeroporto sem medicação.
- Além da recuperação física, enfrenta uma batalha administrativa há uma década com seguradoras, avaliações médicas e procedimentos oficiais.
- A MSIG Europe informou que as negociações para um acordo final seguem; o órgão já fez pagamentos iniciais, mas o fechamento ainda não ocorreu.
- O governo belga organiza cerimônias para a data; a pensão de sobreviventes foi reduzida e está sendo contestada; desde 2016, as seguradoras teriam pago cerca de 88,2 milhões de euros, e o fundo de ajuda financeira já pagou 7,9 milhões de euros.
Walter Benjamin, 57, ainda enfrenta as sequelas dos ataques de Brussels, há uma década. O episódio deixou dezenas de mortos e mais de 300 feridos no aeroporto de Zaventem e na estação Maalbeek, em 22 de março de 2016. O processo de indenização segue aberto.
Entre as consequências, Benjamin relata perda de parte da perna e dificuldades médicas que exigem medicações contínuas. Ele ainda vive o trauma de entrar no aeroporto, considerado um cenário de guerra pela vítima.
O caso envolve a seguradora MSIG Europe, apontada como responsável pela condução da cobrança de indenização. O sobrevivente recebeu pagamentos iniciais, porém nenhum acordo final foi fechado.
Processo de indenização
Benjamin acumula 10 anos de documentação, avaliações médicas e tratativas com seguradoras, sem conclusão. Ele também questiona a redução de sua pensão de sobrevivência, judicialmente contestada.
A Life4Brussels aponta que muitos sobreviventes enfrentam um processo fragmentado e exaustivo, levando alguns a desistir. A Assuralia informa que, desde 2016, seguradoras já pagaram cerca de 88,2 milhões de euros em indenizações.
Um porta-voz do governo disse que a Comissão de Assistência Financeira a Vítimas já destinou 7,9 milhões de euros aos sobreviventes. Benjamin recebeu parte desses recursos, segundo seu relato.
Cerimônias e contexto
O país celebra o 10º aniversário com cerimônias promovidas pelo aeroporto, pela operadora de transportes de Bruxelas e pelo governo, em parceria com associações de vítimas. O objetivo é reconhecer as vítimas e promover o apoio contínuo.
Seis homens foram condenados pelos ataques, em julho de 2023, com penas que vão de 20 anos a prisão perpétua. As autoridades mantêm o foco na transparência do processo de compensação para as vítimas.
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