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Uma década após ataques de Bruxelas sobrevivente luta por saúde e indenização

Década após os atentados em Bruxelas, Walter Benjamin ainda luta pela pensão integral e enfrenta batalha administrativa que atrasa sua recuperação

Belgian Walter Benjamin, who lost a leg in the March 22, 2016 suicide bomb attack at Brussels Airport, walks in the departures terminal as Belgium prepares to mark the 10th anniversary of the attack, at Brussels Airport in Zaventem, Belgium, March 10, 2026.
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  • Dez anos após os ataques em Bruxelas, Walter Benjamin ainda busca reabilitação e o pagamento final pelas lesões.
  • Ele ficou sem parte da perna no terminal do aeroporto e continua em tratamento; não consegue entrar no aeroporto sem medicação.
  • Além da recuperação física, enfrenta uma batalha administrativa há uma década com seguradoras, avaliações médicas e procedimentos oficiais.
  • A MSIG Europe informou que as negociações para um acordo final seguem; o órgão já fez pagamentos iniciais, mas o fechamento ainda não ocorreu.
  • O governo belga organiza cerimônias para a data; a pensão de sobreviventes foi reduzida e está sendo contestada; desde 2016, as seguradoras teriam pago cerca de 88,2 milhões de euros, e o fundo de ajuda financeira já pagou 7,9 milhões de euros.

Walter Benjamin, 57, ainda enfrenta as sequelas dos ataques de Brussels, há uma década. O episódio deixou dezenas de mortos e mais de 300 feridos no aeroporto de Zaventem e na estação Maalbeek, em 22 de março de 2016. O processo de indenização segue aberto.

Entre as consequências, Benjamin relata perda de parte da perna e dificuldades médicas que exigem medicações contínuas. Ele ainda vive o trauma de entrar no aeroporto, considerado um cenário de guerra pela vítima.

O caso envolve a seguradora MSIG Europe, apontada como responsável pela condução da cobrança de indenização. O sobrevivente recebeu pagamentos iniciais, porém nenhum acordo final foi fechado.

Processo de indenização

Benjamin acumula 10 anos de documentação, avaliações médicas e tratativas com seguradoras, sem conclusão. Ele também questiona a redução de sua pensão de sobrevivência, judicialmente contestada.

A Life4Brussels aponta que muitos sobreviventes enfrentam um processo fragmentado e exaustivo, levando alguns a desistir. A Assuralia informa que, desde 2016, seguradoras já pagaram cerca de 88,2 milhões de euros em indenizações.

Um porta-voz do governo disse que a Comissão de Assistência Financeira a Vítimas já destinou 7,9 milhões de euros aos sobreviventes. Benjamin recebeu parte desses recursos, segundo seu relato.

Cerimônias e contexto

O país celebra o 10º aniversário com cerimônias promovidas pelo aeroporto, pela operadora de transportes de Bruxelas e pelo governo, em parceria com associações de vítimas. O objetivo é reconhecer as vítimas e promover o apoio contínuo.

Seis homens foram condenados pelos ataques, em julho de 2023, com penas que vão de 20 anos a prisão perpétua. As autoridades mantêm o foco na transparência do processo de compensação para as vítimas.

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