- Marrocos desenvolve plano para repatriar seus cidadãos que lutaram pelo Estado Islâmico na Síria e foram transferidos para detenção no Iraque pelos Estados Unidos.
- O plano considera os combatentes, as mulheres que viveram em acampamentos das Forças Democráticas Sírias na Síria e seus filhos.
- Existem 1.667 fightadores marroquinos estrangeiros na Síria e no Iraque; 244 estão detidos em prisões sob controle das FDS, 279 ex-combatentes retornaram ao reino; 269 mulheres permanecem na região de conflito e 627 menores; 134 mulheres e 354 crianças estão em acampamentos das FDS; 125 mulheres já retornaram desde o início da crise síria.
- Em março de 2019, Marrocos repatriou oito combatentes detidos pelas FDS, que foram julgados no país; ingressar em grupos jihadistas no exterior é punível com até 10 anos de prisão.
- A agência marroquina de combate ao terrorismo (BCIJ) diz ter desmantelado dezenas de células e prendido mais de mil suspeitos nos últimos anos.
Morocco está elaborando um plano para repatriar seus nacionais que combateram pelo Estado Islâmico na Síria e foram transferidos para detenção no Iraque pelos Estados Unidos, disse à Reuters um alto responsável de segurança na quinta-feira. A iniciativa visa diferentes grupos, incluindo combatentes, mulheres que viveram nos acampamentos das Forças Democráticas Sírias (SDF) e crianças.
Segundo o oficial, o país analisa uma ação que leve em conta a diversidade entre os públicos-alvo, abrangendo combatentes, mulheres e seus filhos, que permaneceriam em diferentes estruturas no território sírio, antes de qualquer retorno. A medida surge após mudanças na atuação internacional na região.
Plano de repatriação em desenvolvimento
A ofensiva de Washington para transferir prisioneiros do IS ocorreu após o colapso das forças kurdas da SDF, que guardavam cerca de uma dezena de instalações com militantes e civis vinculados ao grupo. O objetivo é facilitar a repatriação de nacionais.
Contexto e números relevantes
O relatório aponta que 1.667 moradores de nacionalidade marroquina foram vinculados ao IS, entre eles 244 detidos em prisões administradas pela SDF no nordeste da Síria. Houve 279 retornos ao Reino até o momento. Ainda existem 269 mulheres e 627 menores na zona de conflito, com 134 mulheres e 354 crianças em acampamentos da SDF na região.
Histórico de repatriações e enquadramento legal
Desde o início da crise síria, 125 mulheres retornaram ao Marrocos. Em 2019, o país repatriou oito combatentes detidos pela SDF, que foram a julgamento no Marrocos e hoje cumprem penas de 13 a 18 anos por terrorismo. A lei marroquina prevê pena de até 10 anos para participação em grupos jihadistas no exterior.
Perspectivas e atuação institucional
A ordem de repatriação envolve o Ministério do Interior e órgãos de segurança, com base em avaliações de risco e de proteção de menores. O objetivo é coordenar com autoridades internacionais para assegurar o retorno seguro e processual dos indivíduos.
Contexto regional
A situação na Síria e no Iraque continua sob monitoramento internacional, com pedidos de países muçulmanos e ocidentais para repatriar seus cidadãos detidos ou em processos legais, conforme necessidade de cooperação regional.
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