- O conselheiro de Segurança Nacional do Iraque, Qassim al‑Araji, pediu à Austrália que traga de volta fightores do Estado Islâmico, repatriando-os conforme a nacionalidade após as investigações.
- O Centro Nacional de Cooperação Judiciária Internacional do Iraque informou ter apreendido 5.704 suspeitos ex-combatentes de 61 países, incluindo cidadãos australianos, neozelandeses, britânicos e estadounidenses.
- O governo iraquiano quer que estrangeiros retornem aos seus países para serem processados, desde que não tenham atuado para o Iraque ou participado de atividades terroristas no país.
- Ainda não está claro se os australianos transferidos a partir da Síria enfrentarão acusações no Iraque; pelo menos um australiano já foi condenado à morte por ser membro do Estado Islâmico.
- O grupo inclui maridos e pais de 34 mulheres e crianças australianas que permanecem presas na Síria; famílias e advogados não tiveram contato claro com governos australiano ou iraquiano desde a transferência.
O assessor de Segurança Nacional do Iraque, Qassim al-Araji, afirmou ao embaixador australiano que os países devem repatriar prisioneiros pertencentes aos seus territórios. A declaração ocorreu durante encontro entre as autoridades, com foco em cidadãos detidos no Iraque.
Dados divulgados pelo Centro Nacional Iraquiano de Cooperação Judicial Internacional indicam que, no mês anterior, a instituição recebeu 5.704 suspeitos de terem atuado com grupos extremistas de 61 países, entre eles Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos.
O governo iraquiano tem reiterado que os nacionais estrangeiros devem retornar aos seus países de origem assim que as investigações se concluírem, desde que não estejam entre os que lutaram contra o Iraque, assassinaram iraquianos ou participaram de atividades terroristas no país.
O ministro da Justiça, Khalid Shwani, disse à Asharq Al-Awsat que, após a conclusão das investigações, os repatriados devem enfrentar a justiça em seus próprios países. Não ficou claro se os australianos transferidos da Síria poderão ser processados no Iraque.
Pelo menos um australiano já foi condenado à morte no Iraque, após sentença por participação em Estado Islâmico. O Iraque executa pessoas condenadas por terrorismo com frequência, registrando várias centenas de execuções nos últimos anos.
Alguns dos detidos podem enfrentar acusações de terrorismo ou de invasão estrangeira na Austrália, caso retornem, o que pode dificultar o processo de repatriação.
Entre os detidos, há maridos e pais de um grupo de 34 mulheres australianas e crianças que permanecem presas na Síria. Familiares e advogados no exterior informaram à imprensa que não houve contato recente com governos australiano ou iraquiano desde a transferência.
A situação ocorre em meio a medidas australianas mais rígidas para mulheres e crianças presas no campo de al-Roj, na Síria, incluindo tentativas anteriores de retorno que enfrentaram resistência.
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