- Um ex-líder do Sinn Féin, Gerry Adams, nega ter sido membro do IRA; ele é processado por três homens feridos em bombardeios de 1973, Old Bailey, e de 1996, Docklands e Manchester, que buscam £1 cada um como danos simbólicos.
- A ação alega que Adams foi membro do IRA e, por um período, integrou o conselho do exército; Adams contesta essas acusações.
- Shane O’Doherty, que entrou no IRA aos 15 anos e recebeu 30 sentenças de prisão em 1976, afirmou em tribunal que Adams era uma figura sênior, chegando a ser descrito como “líder supremo” durante um funeral de um voluntário do IRA.
- O’Hé testemunho mencionou a presença de participação de Adams em cerimônias de honra, com descrições sobre quem estaria presente e a relação com o IRA.
- O julgamento continua, com O’Doherty afirmando ter conhecimento indireto sobre os três atentados; Adams é representado pelo advogado Edward Craven.
A testemunha no tribunal relatou, nesta terça-feira, que Gerry Adams era uma figura sênior na IRA, ao contrário do que afirme o ex-líder do Sinn Féin. Adams nega ter sido membro da organização. O caso corre na High Court de Londres.
Três homens lesados em ataques atribuídos à IRA processam Adams por danos simbólicos de 1 libra cada. São eles John Clark, Jonathan Ganesh e Barry Laycock, feridos nos ataques de 1973, 1996 e 1996, respectivamente. O processo contesta a filiação de Adams.
O depoimento foi dado por Shane O’Doherty, que entrou para a IRA aos 15 anos e recebeu 30 sentenças de prisão em 1976 por uma campanha de cartas-bombas. O’Doherty afirmou que Adams era uma figura de alto escalão na organização.
Ele descreveu a participação de Adams em cerimônias fúnebres de voluntários da IRA, inclusive como orador. Segundo o testemunho, a presença de Adams em funerais com credenciais da IRA indicaria, na visão da época, uma posição de liderança.
O depoente também ratificou que, em anos anteriores, um artigo de 1970 o associava a Adams como comandante na região de Belfast, posição que ele considerou verídica. O’Doherty também afirmou ter ligações próximas com Martin McGuinness.
O caso prossegue na High Court, com a defesa de Adams, representado por Edward Craven KC, questionando as alegações qualificadas por O’Doherty como conhecimento indireto. Não houve depoimentos de outras testemunhas até o momento.
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