- Cinco planos distintos para assassinar o presidente sírio e ministros foram frustrados no ano passado, segundo a ONU.
- Ahmed al-Sharaa foi alvo duas vezes, em Alepo ao norte e em Daraa ao sul, pelo grupo fachada do EI, Saraya Ansar al-Sunnah, que também bombardou uma igreja em Damasco no verão passado.
- A ONU diz que o grupo busca desestabilizar o governo em Damasco, explorando vazios de segurança e incertezas, atuando por meio de várias frentes.
- O Estado Islâmico vem recrutando mais desde a queda de Assad em dezembro de 2024, com cerca de 3 mil combatentes entre Iraque e Síria, maioria na Síria.
- Damasco passou a controlar prisões e campos de detenção de suspeitos do EI no nordeste, incluindo o campo de al-Hawl, onde vivem quase 25 mil familiares de combatentes, o que analistas veem como risco futuro.
Five planos para assassinar o presidente sírio e ministros de alto escalão foram frustrados no ano passado, segundo relatório da ONU sobre o Estado Islâmico (IS). O documento detalha tentativas contra o presidente Ahmed al-Assad, sem citar fontes abertas.
Segundo o relatório, al-Sharaa foi alvo duas vezes: no norte de Alepo e no sul de Daraa. Os ataques teriam sido organizados pela Saraya Ansar al-Sunnah, grupo-ponte ligado ao IS, que também realizou a explosão de uma igreja em Damasco no verão anterior.
Um responsável regional pela inteligência confirmou, na última fase do outono, que as tentativas foram frustradas após a entrega de informações de um país vizinho às autoridades sírias. O UN aponta que o IS busca desestabilizar o governo de Damasco por meio de grupos-ponte para maior flexibilidade operacional.
Expansão e motivações do IS
O relatório indica que o IS intensificou recrutamento desde a queda de Assad em 2024, apresentando al-Sharaa como herege e desviando-se de antigas raízes extremistas. A organização publicou imagens dele em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, para sugerir mudança de alinhamento.
A ONU afirma que o IS aproveita lacunas de segurança e a incerteza institucional para ampliar atuação na Síria, com 3.000 combatentes entre Iraque e Síria, maioria concentrada na Síria. A rede de front-guards facilita deslocamentos e ataques.
Cenário na região
Damasco participa da coalizão internacional contra o IS desde novembro. O governo passou a controlar prisões e campos de detenção na região nordeste, incluindo o campo de al-Hawl, onde vivem quase 25 mil familiares de suspeitos de ligação com o grupo.
Entre as ações recentes do IS, destacam-se ataques contra militares americanos e sírios em meados de dezembro, com mortes de três americanos e ferimentos em outros. Analistas veem o grupo como uma ameaça persistente na região.
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