- A série Four Corners terá um episódio sobre as ligações secretas dos supostos atiradores de Bondi, indo ao ar na segunda-feira, apesar de a ASIO afirmar “erros significativos de fato” no material.
- A reportagem investiga falhas de inteligência e contra-terrorismo que antecederam o ataque antissemita à praia de Bondi em treze de dezembro, acompanhando a radicalização do pai e do filho Sajid e Naveed Akram.
- A ASIO tornou público o posicionamento enviado à ABC antes da transmissão, negando ter recebido informações sobre Sajid integrar um grupo que planejava uma comunidade pró-Estado Islâmico na Turquia e que Naveed seria “um associado próximo” de terroristas.
- A ABC disse que a intervenção da ASIO não afetará a transmissão prevista para as 20h30, defendendo a apuração como uma investigação abrangente de sete semanas com várias fontes.
- O primeiro-ministro Anthony Albanese indicou que houve problemas no funcionamento dos sistemas de inteligência, e o tema deve ser discutido em audiência no Senado, nesta terça-feira, com a presença de executivos da ABC.
A equipe do programa Four Corners da ABC deve veicular na noite desta segunda-feira a segunda parte da reportagem sobre os supostos laços dos toques de radicalização no caso Bondi, mesmo após o ASIO afirmar que o episódio contém erros significativos de fato. A investigação analisa falhas de inteligência e de contr Terrorismo antes do ataque antissemita na Bondi Beach, em 14 de dezembro, e acompanha a trajetória de Sajid e Naveed Akram.
O ASIO divulgou publicamente a sua resposta à ABC, dizendo que o programa ainda não foi visto pela agência, mas que já questionamentos feitos pela produção incluem a alegação de uso de fontes não confiáveis. A entidade negou envolver Naveed com membros de um grupo ligado ao Estado Islâmico e afirmou que Sajid não integrava uma rede em Türkiye.
A ABC confirmou que o episódio não será afetado pela intervenção do ASIO e defendeu a investigação como um estudo abrangente de sete semanas. A emissora disse ter ouvido diversas fontes e que a reportagem oferece um retrato detalhado das ações e das associações da família Akram nos anos que antecederam o ataque.
A reportagem, segundo a ABC, traz perguntas detalhadas ao ASIO, que respondeu ao material com informações próprias. O público poderá assistir a íntegra do programa, com relatos sobre a relação de Naveed, aos 17 anos, com indivíduos ligados a células de ISIS.
O primeiro-ministro Anthony Albanese sinalizou que algo pode ter falhado na avaliação de inteligência após o ataque. Ele pediu uma revisão sobre como as informações foram tratadas no passado, citando a necessidade de entender o que ocorreu em 2019.
A segunda parte de Path to Terror expõe uma visão interna das ligações entre os Akram e redes associadas ao extremismo, buscando esclarecer o que autoridades estavam informando às vezes sobre as ameaças existentes, e quando.
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