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ABC aponta que ex-agente da ASIO afirmou radicalização de atiradores de Bondi há anos

Programa da ABC destaca alegações de ex-agente de que radicalização de Sajid e Naveed Akram foi detectada anos antes do ataque em Bondi, apesar de ASIO classificar caso como não ameaça

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Mourners pay their respects to the victims of the Bondi beach terror attack. ABC’s Four Corners episode exploring the attack and the role of intelligence agencies has prompted an unusual intervention from Asio.
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  • O programa Four Corners, da ABC, trouxe alegações de um ex-agente disfarçado, conhecido como “Marcus”, de que Sajid e Naveed Akram já apresentavam sinais de radicalização anos antes do ataque na Bondi Beach, que deixou 15 mortos.
  • A Australian Security Intelligence Organisation (ASIO) avaliou Naveed, com 17 anos, em 2019 por ligações com uma célula ligada ao Estado Islâmico, mas concluiu que ele não era uma ameaça contínua.
  • A ASIO afirmou que o episódio continha “erros factuais significativos” e que o conteúdo foi baseado em perguntas enviadas à ABC; a ABC disse não ter recebido novas comunicações da ASIO desde a transmissão.
  • Sajid Akram foi morto pela polícia durante o ataque de 14 de dezembro; Naveed Akram está detido, com 59 acusações.
  • O primeiro-ministro Anthony Albanese anunciou, no mês passado, a criação de uma comissão real para investigar antisemitismo, resposta policial ao ataque e circunstâncias em Bondi.

A reportagem do programa Four Corners, da ABC, apresenta alegações de um ex-agente disfarçado de que pai e filho envolvidos no ataque de Bondi Beach teriam mostrado sinais de radicalização anos antes do ataque que matou 15 pessoas. A investigação sustenta que Sajid e Naveed Akram estavam conectados a redes associadas ao Estado islâmico.

Naveed, na época com 17 anos, foi avaliado pela Australian Security Intelligence Organisation (Asio) em 2019 por ligações com indivíduos de uma célula ligada ao Estado islâmico, mas a agência concluiu mais tarde que ele não representava ameaça contínua. A Four Corners afirmou que o ex-agente descreveu encontros em que Sajid teria demonstrado apoio ao grupo em 2019, enquanto o pai também expressaria admiração por um propagandista da Al-Qaeda em outra ocasião.

A transmissão ocorreu na segunda-feira, apesar de uma comunicação incomum da Asio, que afirmou que o episódio continha erros significativos de fato. A Asio informou ter avaliado o conteúdo com base em perguntas detalhadas enviadas pela ABC antes da exibição. Em resposta, a ABC afirmou não ter recebido qualquer contato da Asio desde a transmissão e não houve ameaças legais registradas até o momento.

O diretor-geral da ABC, Hugh Marks, deve prestar depoimento a um comitê do Senado na terça-feira, com a participação da Asio no debate sobre a intervenção da agência antes do programa. Segundo a reportagem, Marcus relatou que, quando atuava como clérigo radical, forneceu à Asio detalhes sobre a associação de Naveed a uma célula ligada ao Estado Islâmico, o que a Asio rejeita como não comprovado.

A reportagem também aponta que Sajid, ainda segundo Marcus, havia expressado apoio ao EI em 2019, e o pai de Naveed teria demonstrado admiração por um propagandista de uma organização jihadista a outra pessoa. Um alto responsável de combate ao terrorismo, com conhecimento da investigação atual, sugeriu que Sajid já estaria radicalizado antes de se reunir com a Asio para discutir o caso do filho.

O ataque de Bondi ocorreu em 14 de dezembro, quando Sajid foi morto pela polícia; Naveed permanece detido sob 59 acusações. Antes da exibição, a Asio descreveu Marcus como uma fonte instável e descontente, diferindo de declarações que ele afirmou ter feito ao longo dos anos.

O governo federal anunciou, no mês passado, a criação de uma comissão real para revisar a incidência de antissemitismo, a resposta das forças de segurança a esse tema, as circunstâncias do suposto ataque em Bondi e medidas para fortalecer a coesão social. A royal commission deverá avaliar as alegações contrastantes apresentadas pela reportagem.

Entre críticas e apoios, a imprensa tem destacado que a Four Corners é reconhecida por jornalismo de qualidade, embora questionamentos sobre a confiabilidade de Marcus persistam. O debate envolve a veracidade das informações apresentadas e o papel da ASIO na avaliação de riscos de indivíduos ligados a ataques terroristas.

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