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Milhares em Islamabad lamentam 31 mortos em atentado a mesquita xiita

Milhares acompanham enterro de 31 mortos em ataque suicida a mesquita xiita em Islamabad; Estado Islâmico reivindica responsabilidade e há temores de novos ataques

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Deadly explosion at a Shi'ite Muslim mosque in Islamabad
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  • Milhares de fiéis se reuniram em Islamabad para sepultar 31 mortos em ataque suicida a uma mesquita xiita, na periferia da capital paquistanesa, com mais de 170 feridos.
  • O grupo Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque, por meio de uma mensagem no aplicativo Telegram.
  • As várias cerimônias fúnebres ocorreram em área aberta próxima à mesquita, com forte esquema de segurança e acenos de luto dos presentes.
  • O governo informou que está identificando facilitadores e responsáveis pelo ataque; alguns sobreviventes seguem hospitalizados em estado crítico.
  • A violência sectária volta a preocupar o Paquistão, com temores de retorno de ataques em centros urbanos; autoridades citam possibilidades de apoio externo e envolvimento regional nas investigações.

Um bombardeio com explosão suicida atingiu o complexo da Khadija Tul Kubra Imambargah, nos arredores de Islamabad, no Paquistão. O ataque matou 31 pessoas e deixou mais de 170 feridas, segundo autoridades locais. Um homem abriu fogo e, em seguida, detonou a carga, conforme relatos recebidos pela polícia.

Milhares de enlutados reuniram-se neste sábado para as cerimônias de velório, iniciadas em área aberta perto da mesquita, com forte aparato de segurança. Membros da comunidade xiita participaram de orações e conduziram os cortejos fúnebres com os caixões.

A thanos confirmou a responsabilidade pelo ataque via Telegram, atribuída ao grupo Islâmico Estado. O governo paquistanês informou que investiga os facilitadores e autores, mantendo sob custódia pessoas com ferimentos graves.

Autoridades ressaltam que bombardeios são incomuns em Islamabad, porém o país vive aumento de militância e violência sectária. O episódio marca o segundo ataque desse tipo na região em três meses.

Declarações oficiais indicam que parte das vítimas permanece em hospitais críticos, recebendo atendimento médico de alta prioridade. O ministro da Informação, Attaullah Tarar, afirmou que as investigações estão em curso.

O Ministério da Defesa informou que o homem envolvido tinha histórico de viagens ao Afeganistão. Em rede social, o ministro citou ainda uma possível autoria de oponentes regionais, sem apresentar provas.

Posição de vizinhos e autoridades indianas foi de condenação. O governo da Índia rejeitou qualquer envolvimento na agressão e pediu aos paquistaneses que enfrentem seus problemas sociais sem buscar culpados externos.

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