- A ONU alerta que a ameaça do Estado Islâmico global aumentou desde meados de 2025 e se tornou mais complexa.
- O EI e seus associados crescem na África Ocidental e na região do Sahel, enquanto continuam a atacar Iraque e Síria.
- O Estado Islâmico‑Khorasan segue entre as maiores ameaças no Afeganistão.
- A saída das forças curdas na Síria gerou instabilidade que favorece jihadistas e prisões com famílias de extremistas.
- O grupo amplia o uso de criptomoedas, cibertecnologia, drones e inteligência artificial para operações e recrutamento, especialmente de jovens.
A ONU alertou que a ameaça do Estado Islâmico (EI) tornou-se mais persistente e complexa desde meados de 2025. A organização aponta adaptação do movimento para sobreviver em um contexto global de jihadismo.
O EI e seus grupos associados crescem na África Ocidental e no Sahel, ao mesmo tempo em que mantêm ataques no Iraque e na Síria. A avaliação foi feita por Alexandre Zouev, do Escritório das Nações Unidas para o Combate ao Terrorismo, ao Conselho de Segurança.
O grupo é considerado uma das maiores preocupações na região do Afeganistão, onde o EI‑Khorasan continua entre as ameaças mais graves.
Expansão regional e ataques
O EI reivindicou, no início de 2026, o ataque ao principal aeroporto do Níger, aumentando a percepção de ganho de força no Sahel. Também houve reivindicação de ataque a um restaurante chinês em Cabul, com vítimas.
O relatório destaca que o EI mantém ataques no Iraque e na Síria, e que a saída de forças curdas da Síria criou brechas de instabilidade em prisões e campos de jihadistas.
Novas ferramentas e recrutamento
A ONU aponta uso ampliado de ativos virtuais, como criptomoedas, aliado a ferramentas cibernéticas e drones. A organização cita ainda avanços em inteligência artificial aplicada a operações e propaganda.
Segundo Natalia Gherman, a coordenação do Comitê contra o Terrorismo observa que a IA vem sendo usada para a radicalização e o recrutamento, com foco em jovens e crianças.
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