- Ataques suicidas e com armas de fogo em Balochistão deixaram 33 mortos, entre civis e forças de segurança, enquanto as forças de segurança disseram ter eliminado 92 assaltantes.
- A divergente Baloch Liberation Army (BLA) afirmou responsabilidade pelos ataques, que atingiram civis, uma prisão de alta segurança, delegacias e instalações paramilitares; bancos foram saqueados e dezenas de veículos incendiados.
- Do total de vítimas, 18 civis, 15 agentes de segurança e 92 insurgentes foram mortos, segundo o comando militar.
- A região viveu destruição de trilhos de trem, levou à suspensão de serviços ferroviários e houve tentativa de tomada do quartel de forças paramilitares em Nushki, que foi repelida; em Mastung, mais de 30 presos foram libertados de uma prisão.
- O governo informou que houve emergência hospitalar, duas autoridades policiais foram mortas em Quetta, e analistas destacaram que este foi o dia mais mortal para militantes em décadas.
O exército do Paquistão informou neste sábado que ataques suicidas e com armas de fogo promovidos por “terroristas” na província de Balochistão resultaram em 33 mortes, entre civis e agentes. Também afirmou que 92 insurgentes foram neutralizados pelas forças de segurança durante as ações.
Os ataques ocorreu de forma quase simultânea em várias áreas da região Sudeste. Civis foram alvo de ações contra bancos, prisões e instalações de segurança, enquanto o transporte ficou vulnerável com linhas ferroviárias atingidas.
A organização Baloch Liberation Army, proibida no Paquistão, disse ser a responsável pelos ataques. Em vídeos divulgados, mulheres aparecem entre os combatentes, segundo extraoficiais relatos e análises.
O governo provincial divulgou que a maioria das ações foi frustrada pelas forças locais. O governador da Balochistão afirmou que, neste ano, as forças realizaram operações que resultaram na morte de centenas de insurgentes.
Antes dos ataques, autoridades disseram ter encontrado e desmontado abrigos de militantes em duas incursões recentes, com a morte de dezenas de combatentes, segundo o governo. Em paralelo, serviços de emergência foram acionados.
Prisões foram alvo de ataques em Mastung, com a libertação de mais de 30 presos, de acordo com a polícia. Em outras ocorrências, houve tentativas de tomada de prédios do governo e ataques a delegacias.
Rotas de transporte também foram atingidas: danos a trilhos levaram a suspensão de serviços ferroviários entre Balochistão e outras regiões do país, conforme a Pakistan Railways. Houve ainda tentativas de abdução de passageiros.
Impacto e contexto regional
Organizações separatistas como o BLA e o Tehrik-e-Taliban Pakistan intensificaram ações nos últimos meses, em um cenário de insurgência histórica na província. Islamabad aponta influência de atores regionais no conflito.
Analistas destacaram que o dia de ataques pode ser um dos mais mortíferos para militantes em décadas. A tensão permanece alta na região, com operações de segurança contínuas.
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