- Ataque em Bondi Beach durante evento de Hanucá deixou 15 mortos e dezenas de feridos; as investigações tratam o caso como terrorismo contra a comunidade judaica.
- O primeiro suposto atirador, morto pela polícia, já é objeto de funerais que começam na quarta-feira, incluindo lideranças da comunidade local.
- O segundo suspeito, que estava hospitalizado, acordou do coma e pode ser indiciado ainda hoje; o filho dele permanece em estado crítico.
- Sajid Akram, 50 anos, originário de Hyderabad, na Índia, teve radicalização apontada, mas sem evidência local; a viagem à Filipinas está sendo investigada.
- Doze pessoas feridas seguem hospitalizadas em Sydney, com várias condições, enquanto as autoridades buscam novas informações para a investigação.
O ataque a um evento de Hanucá na Praia de Bondi, em Sydney, deixou 15 mortos e dezenas de feridos, tornando-se a mais grave ofensiva contra a comunidade judaica nos últimos 30 anos. A polícia investiga o ato como terrorismo e as primeiras cerimônias fúnebres devem ocorrer nesta quarta-feira.
Entre as vítimas estão o rabino Eli Schlanger e o rabino Yaakov Levitan, ligados à Chabad de Bondi, que organizou o evento Chanuká. Além das 15 mortes, 22 pessoas permanecem hospitalizadas, com três em estado crítico, outros cinco em estado crítico porém estável e o restante estável.
Perfil dos suspeitos e investigações
Um dos supostos atiradores, Sajid Akram, de 50 anos, originário de Hyderabad, no estado de Telangana, na Índia, atuava fora de qualquer registro local segundo a polícia local. Akram viajou ao Brasil antes de migrar para a Austrália em 1998 para trabalhar e se casou com uma mulher de origem europeia, com quem teve dois filhos.
O segundo suspeito, identificado pela imprensa como filho de Akram, Naveed, de 24 anos, foi baleado pela polícia e continua em estado crítico. Ele despertou de um coma e pode ser indiciado ainda nesta semana, conforme informações da Seven News. A polícia informou que pai e filho viajaram para as Filipinas recentemente, mas não há confirmação de vínculo com grupos terroristas ou de treinamento adquirido no país.
situação atual e memoriais
As autoridades não divulgam relação entre a radicalização de Akram e fatores locais na Índia. A família do suspeito disse não ter conhecimento de qualquer mindset radical. Em Bondi, familiares das vítimas de origem ucraniana, incluindo os pais de Matilda, elegante homenagem na noite de terça-feira. Os pais, que preferiram manter os sobrenomes em sigilo, disseram ter nomeado a filha como primeira filha na Austrália.
A tragédia ocorreu durante o evento Chanuká à beira-mar, que reuniu dezenas de pessoas. O ataque é descrito como o pior tiroteio em quase três décadas no país e segue sob investigação de terrorismo pelas autoridades australianas. Treze pessoas permanecem em situação estável, além de feridos em estados variados.
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