- O atentado antissemita ocorreu no domingo, em Bondi Beach, Sydney, durante Hanukkah, deixando 15 mortos e ao menos 29 feridos.
- Dois homens armados — pai e filho — foram identificados como autores do ataque contra os participantes do evento.
- Líderes cristãos condenaram veementemente o ataque e ressaltaram a necessidade de enfrentar o ódio religioso.
- Entre as vítimas estão uma menina de 10 anos, um sobrevivente do Holocausto radicado na Austrália, Alexander Kleytman, e um policial aposentado que atuava como fotógrafo da festividade.
- Dados recentes mostram o crescimento de 387% nos incidentes antissemitas na Austrália entre 2022 e 2024, reacendendo o debate sobre segurança e reconciliação entre comunidades.
Um ataque antissemita ocorrido no domingo (14), em Bondi, Sydney, deixou 15 mortos e pelo menos 29 feridos durante as celebrações de Hanukkah. Dois homens armados, pai e filho, foram os autores do ataque. Los participantes da festividade foram surpreendidos pela violência na praia.
As autoridades confirmaram as vítimas, entre elas uma menina de 10 anos, um sobrevivente do Holocausto que vive na Austrália e um policial aposentado que atuava como fotógrafo no evento. Flores foram colocadas em homenagem às vítimas na localidade.
Lideranças cristãs australianas condenaram o ataque e destacaram a necessidade de combater o ódio religioso. O pastor Brian Houston, fundador da Hillsong Church, presenciou o registro de Emergency Units pela janela de casa e pediu orações pela comunidade de Bondi.
Repercussões entre religiões
O arcebispo anglicano de Sydney, Kanishka Raffel, repudiou a violência e reiterou apoio à população judaica. O reverendo Martin Morgan, líder da Freguesia Anglicana de Bondi, informou que fiéis presenciaram correria durante o ataque e ressaltou a importância de igrejas como espaços de paz.
O arcebispo católico de Sydney, Anthony Fisher, associou o episódio ao aumento do antissemitismo no país e criticou discursos hostis que contribuíram para a radicalização. Fisher ressaltou a solidariedade entre cristãos e judeus.
Contexto e dados
Relatórios indicam aumento de 387% nos incidentes antissemitas na Austrália entre 2022 e 2024, segundo a Organização Sionista Mundial e a Agência Judaica. Em janeiro, houve incêndios, pichações e atos de depredação ligados à comunidade judaica.
Estimativas apontam cerca de 117 mil judeus na Austrália, menos de 0,5% da população, com concentrações em Sydney e Melbourne. O caso reacende debates sobre segurança e políticas de combate à intolerância religiosa.
Observação final
As autoridades continuam investigando o caso, buscando entender motivações e possíveis vínculos entre os autores. O episódio reforça o desafio de reduzir discursos de ódio e proteger comunidades religiosas no país. Com informações de Christian Daily International e Reuters.
Entre na conversa da comunidade