- Pesquisas indicam que a falha Mangatangi, localizada cerca de cinquenta quilômetros ao sudeste do centro de Auckland, está ativa e pode provocar um terremoto de magnitude aproximada de 6,8.
- O estudo aponta que essa falha rompeu nas últimas dez mil anos, e uma ruptura total poderia ter consequências graves para moradores no sul de Auckland e possivelmente no centro.
- Auckland tem risco de abalo menor do que outras regiões no modelo sísmico nacional, mas o novo estudo reforça a necessidade de entender melhor o histórico sísmico da região.
- A pesquisa é a primeira a datar com radiocarbono uma falha em Auckland ou nas Hunua Ranges, evidenciando pouco conhecimento sobre a história sísmica local.
- A notícia tem impactos sobre decisões públicas recentes, incluindo a isenção de Auckland de regras de edificações resistentes a terremotos, embora autoridades sinalizem que não basta um estudo para mudar políticas imediatamente.
Auckland pode estar sobre uma falha ativa, segundo estudo recente. A Mangatangi Fault, a cerca de 50 km a sudeste do centro da cidade, atende aos critérios de atividade sísmica. A pesquisa aponta possibilidade de terremoto de magnitude 6,8.
O estudo foi publicado no New Zealand Journal of Geology and Geophysics e indica que a falha atuou nos últimos 10 mil anos. Uma falha que se moveu nesses tempos é classificada como ativa.
Se a falha rupturar por completo, haveria consequências severas para moradores no sul de Auckland e possivelmente na área central. A investigação usa datação por radiocarbono para entender o histórico da região.
Importância para políticas de construção
Aproximação de Auckland ao risco relativo ainda é debatida. O modelo nacional de hazard de abalos sísmicos, atualizado em 2022, aponta menor risco para a cidade. Um único estudo não deve alterar esse quadro.
Pesquisadores destacam que a nova datação é inédita na região, ajudando a refinar o modelo de risco. A dispersão de dados pode orientar decisões locais de preparo para futuros tremores.
O governo já decidiu isentar Auckland de normas de edificações em risco sísmico, em 2025. Autoridades afirmam que a nova evidência não implica mudança imediata na classificação, mas reconhecem necessidade de mais pesquisas.
Para o geólogo Dr. James Muirhead, compreender outras falhas ativas é crucial para evitar surpresas semelhantes a Christchurch. A equipe continua buscando evidências de abalos passados na região.
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