- Matthieu Blazy apresenta a segunda coleção ready-to-wear da Chanel no desfile de Inverno 2026, realizado no Grand Palais, em um clima de “work in progress”.
- O tailleur é visto como ponto de partida, com desconstrução da rigidez clássica: novas composições em malhas caneladas, tecidos siliconados e lurex, além de camisa em bouclé e tweed prensado com corte masculino que privilegia a funcionalidade.
- As silhuetas reinterpretam referências históricas — liberdade dos anos 1920, rigor dos anos 1950 e ousadia dos anos 1960 — com cintura abaixo dos quadris, cintos finos e plissados que remetem aos trajes do tênis.
- As bolsas de corrente, marca da Chanel, retornam em versões com textura croco, incluindo modelos médios e grandes, em tons vermelhos e verde militar, com opções em camurça e tweed colorido.
- O casting foi diverso, incluindo as brasileiras Mari Calazan e Julia Morais, destacando a proposta contemporânea da casa sem ruptura, mantendo o frescor da marca.
Na noite de 9 de março, o Grand Palais serviu de palco para o desfile da Chanel, dirigido por Matthieu Blazy. Gruas coloridas e o ruído de bate-estacas compuseram o cenário, acompanhado pela trilha que misturou pop e chansons. A apresentação marcou a segunda coleção de ready-to-wear sob a nova visão da marca, anunciando um processo criativo em construção.
Blazy apresentou uma leitura da casa que mescla funcionalidade e sonho. A grife enfatiza uma mulher em movimento, com peças que acompanham diversas etapas do dia. O casting foi marcado pela diversidade, incluindo a brasileira Mari Calazan e a baiana Julia Morais, que estreou internacionalmente pela marca.
A nova leitura do tailleur
Para Blazy, o tailleur Chanel não é fim, mas ponto de partida. O clássico tweed ganha vez para malhas caneladas, tecidos siliconados e detalhes em lurex, mantendo a silhueta impecável. Camisas de bouclé e blusões de tweed com cortes masculinos definem o tom de uma linguagem contemporânea, ainda alinhada aos princípios históricos da casa.
Silhuetas e referências históricas
As formas reinterpretadas dialogam com épocas distintas. A cintura marcada surge combinada a plissados que remetem aos trajes das quadras de tênis, inspirado pelos verões de Gabrielle Chanel. O guarda-roupa privilegia mobilidade, com peças que atravessam o dia e a noite sem perder a elegância.
Bolsas e detalhes icônicos
As bolsas com alças de corrente retornam em versões renovadas, em camurça marrom, com tiras de contas ou em tweed colorido. A textura de croco aparece como base para modelos médios e grandes, em vermelho vibrante ou verde militar, conferindo novo fôlego aos acessórios emblemáticos da marca.
Encerramento e destaque
O desfile encerrou com looks noturnos de alta técnica, explorando efeitos iridescentes e acabamentos refinados. Casacos fluidos e vestidos com acabamento savoir-faire compuseram a clímax da apresentação, que terminou com um pret-a-porter sombrio, porém bem costurado do começo ao fim. O evento reforçou a ideia de uma Chanel em construção, mantendo a essência de uma marca icônica.
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