- A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) informou que El Niño começou e pode se tornar “super” neste ano, com 63% de chance de temperaturas de superfície do mar acima de 2 °C.
- A temporada de furacões no Atlântico deve ser abaixo da média, com até seis furacões e 14 tempestades, e, no máximo, três grandes furacões.
- Nos Estados do sul dos EUA, deve chover mais no outono, com maior risco de enchentes, enquanto o Pacífico aquece e favorece tempestades no México.
- No Pacífico Norte, espera-se mais calor e menos neve, com ojetos do jato (jet stream) se movendo para o sul; as condições podem reduzir a neve nas regiões norte-americanas e canadenses.
- No Canadá, o inverno tende a ser mais ameno e com menos neve, o que pode afetar incêndios no verão seguinte e impactos na agricultura.
O NOAA informou em 11 de junho que o El Niño se formou e deve se intensificar ao longo deste ano. O fenómeno no Pacífico eleva as temperaturas globais e pode alterar padrões climáticos na América do Norte. A fase atual sucede ao La Niña, de temperaturas mais frias.
O El Niño ocorre quando as temperaturas de superfície do Pacífico ficam acima do normal por meses seguidos. A previsão aponta chances de exceder 2°C (3,6°F) ainda neste ano, o que caracteriza um El Niño forte ou até “super”.
A organização aponta que o impacto inicial será no litoral oeste e no Pacífico, com mudanças no regime de ventos e na formação de sistemas climáticos. A agricultura, o abastecimento e eventos extremos devem sentir esses desvios.
Quieter Atlantic hurricane season
A temporada atlântica de furacões deve ficar abaixo da média entre junho e novembro. Ventos mais fortes dificultam o desenvolvimento de tempestades em geral, dizem especialistas da NOAA.
Estimativas indicam no máximo seis furacões e 14 sistemas com possibilidade de três grandes ciclones. Em média, a temporada traz 14 tempestades, com sete furacões, incluindo três de grande intensidade.
Enquanto isso, no Pacífico, há expectativa de maior atividade de ciclones, principalmente perto do México. O aquecimento das águas favorece a formação de tempestades e pode aumentar o risco para áreas costeiras.
Wetter weather in southern US
No sul dos Estados Unidos, a chuva tende a aumentar no outono, com episódios de precipitação mais expressivos. A elevação da umidade favorece alívio em regiões com seca prolongada.
Contudo, cresce o risco de inundações em áreas vulneráveis. A mudança de padrões de jatos de ar pode trazer tempestades mais frequentes para a região.
As fortes precipitações podem tocar estados do sudeste, elevando o volume de chuvas e impactos logísticos.
Drier and hotter in Pacific Northwest
Com o deslocamento do jato de corrente para o sul, o Norte-Oeste dos EUA deve ficar mais quente e seco. As regiões poderão enfrentar menos neve e verões mais secos.
O aquecimento adicional favorece queimadas e maior demanda por água. Lagos e rios podem apresentar níveis mais baixos em períodos de menor chuva.
A previsão indica menor acúmulo de neve nas Montanhas Rochosas e na região, com impactos para a disponibilidade hídrica no longo prazo.
Warmer Canadian winter with less snow
No Canadá, os invernos tendem a ficar mais amenos, especialmente na metade oeste. O aquecimento pode se estender ao leste em casos de El Niño forte.
Temperaturas mais altas podem reduzir a neve e acelerar o descongelamento da camada de neve, alterando os ciclos de água e a fauna. A estação de incêndios pode ampliar-se para o verão.
Economic impacts
A produção agrícola tende a sofrer alterações pela alteração de regimes de chuva e calor. Diferenças regionais devem afetar safras e preços ao consumidor.
Especialistas destacam que mudanças climáticas podem intensificar eventos fortes de El Niño nas próximas décadas, com impactos econômicos generalizados. A NOAA continua monitorando o desenvolvimento do fenômeno.
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