- A primeira quinzena de junho de 2026 teve chuva muito acima da média no Sudeste e no Centro-Oeste, com regiões registrando entre 60 e mais de 200 mm de chuva.
- Na região de divisa entre Triângulo Mineiro e sudeste de Goiás, houve acumulados entre 60 e 230 mm; Ilha Solteira (MG) registrou 227 mm e a região da UHE Engenheiro Luiz Muller (GO) ficou em cerca de 206 mm.
- Brasília alcançou 54,5 mm na primeira quinzena, maior para junho desde 1961; a média histórica para o mês é de 3,3 mm, tornando o mês extraordinariamente chuvoso.
- Goiânia somou 60,9 mm na quinzena, com 47,4 mm caindo entre 14 e 15 de junho; o mês é tipicamente seco na região, onde a média de junho é de 8,4 mm.
- No Rio de Janeiro, 13 de 33 pontos de medição acumularam pelo menos 58 mm na primeira quinzena; os maiores registros incluíram 144,0 mm em Rocinha e 142,0 mm no Alto da Boa Vista; ainda há previsão de mais chuva com frentes frias no mês.
O volume de chuva registrado na primeira quinzena de junho de 2026 foi significativamente acima da média em grandes áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil. Em várias regiões, o acumulado em 15 dias superou pela primeira vez, em muitos locais, mais de 10 vezes a média histórica para junho. Esse padrão trouxe impactos localizados e recordes em capitais e cidades do interior.
Em Goiânia e Brasília, foram marcados recordes de chuva para o mês em décadas. No Rio de Janeiro, determinados bairros registraram o dobro da média da primeira quinzena. As medições do INMET, do CEMADEN e de órgãos estaduais apontam acumulados expressivos em várias regiões, com variações entre 60 e 230 mm próximas às divisas de Goiás com Minas Gerais e outros estados.
Regiões com maiores totais
Na tríplice divisa entre o Triângulo Mineiro e o sudeste de Goiás, muitos locais ficaram entre 60 e 230 mm. Em Ilha Solteira/ São Domingos (MG) houve registro de 227 mm pela ANA. Em Engenheiro Luiz Müller (GO), o total ficou próximo de 206 mm para o período de 1 a 15 de junho.
No extremo norte de São Paulo, os acumulados variaram entre 60 e 175 mm. Em Andradina, o CIIAgro registrou 175,3 mm e Indiaporã teve 162,6 mm. O sul de Mato Grosso do Sul também superou a média, com chuva variando entre 116 e 129 mm em cidades como Paranaíba e Três Lagoas, segundo medições de institutos regionais.
Brasília e Goiânia destacam-se
Brasília teve 54,5 mm na primeira quinzena, com a maioria da chuva concentrada entre os dias 12 e 15 de junho. A média histórica para o mês fica em 3,3 mm, tornando junho de 2026 excepcionalmente úmido na capital. Em comparação, o mês já soma 16 vezes mais chuva que o normal.
Goiânia acumula 60,9 mm no período, total que supera em várias vezes a média histórica de junho na cidade, que é de cerca de 8,4 mm. O registro contempla um único fim de semana intenso, seguido de novos episódios ao longo de três dias. O resultado é o segundo junho com maior volume desde 1961.
Rio de Janeiro e outras áreas sulistas
O Rio de Janeiro verificou chuvas acima da média na primeira quinzena de junho, com o Alerta Rio apontando que 13 de 33 pontos monitorados tinham acumulado 58 mm ou mais até 15 de junho, igualando ou superando a média mensal. Os fenômenos foram atribuídos a frentes frias associadas a sistemas de baixa pressão no litoral.
Em Campo Grande (MS), o CEMADEN registrou 119,2 mm e o INMET 63,2 mm na primeira metade do mês, acima da média histórica de 60 a 80 mm para o período. Em outros pontos de Mato Grosso do Sul e do interior paulista, os valores variaram bastante, refletindo a distribuição irregular de chuva.
Perspectiva para o restante de junho
As projeções indicam potencial continuidade de chuvas para os dias seguintes, com a passagem de frente fria previstas para o Centro-Oeste e o interior do Sudeste. O início do inverno oficial está marcado para o dia 21 de junho, às 5h24, em Brasília, sugerindo que a temporada de 2026 pode manter o padrão atípico de precipitação por mais dias.
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