- A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (Noaa) prevê temporada de furacões de 2026 abaixo da média, com oito a quatorze tempestades nomeadas.
- Há 55% de chance da temporada ficar abaixo da normal, 35% de near normal e 10% de acima da normal, segundo Neil Jacobs, presidente da Noaa.
- Dentre as tempestades, espera-se de uma a três furacões categoria três a cinco e de três a seis furacões categoria um.
- Há 98% de chance de ocorrência de El Niño mais tarde na temporada, com 80% de chance de ser moderado a forte.
- As previsões surgem em meio a alertas de que os EUA não estão bem preparados, com cortes de efetivo sob a administração Trump que afetaram serviços de previsão e coleta de dados.
O serviço federal de meteorologia dos EUA prevê uma temporada de furacões abaixo da média para 2026, com entre oito e 14 tempestades nomeadas com ventos iguais ou superiores a 39 mph. A previsão foi anunciada nesta semana pelo NOAA.
Entre as tempestades, espera-se de um a três furacões de categoria 3 a 5, com ventos acima de 111 mph, e de três a seis furacões de categoria 1, com ventos a partir de 74 mph. A chance de cada cenário foi apresentada pelo administrador da NOAA, Neil Jacobs.
A previsão leva em conta fatores como temperaturas quentes do oceano, que elevam a intensidade, e a proximidade de El Niño, que pode reduzir a atividade no Atlântico, mas aumentar no Pacífico. Há 98% de probabilidade de El Niño ocorrer no decorrer da temporada, com intensificação moderada a forte.
Desafios de preparação e contexto
Para o Pacífico central e leste, há previsão de 70% de atividade acima do normal, com 15 a 22 tempestades nomeadas, nove a 14 furacões no leste, cinco a nove furacões maiores no leste e cinco a 13 ciclones tropicais no Pacífico central. A leitura enfatiza incertezas associadas a mudanças climáticas.
As projeções chegam em meio a alertas de especialistas sobre falta de preparo dos EUA diante de temporadas de furacões. O governo tem reduzido equipes e recursos, afetando a coleta de dados por meio de satélites e lançamentos de balões, segundo avaliações do setor. Meteorologistas destacam impacto dessas reduções na acurácia das previsões.
Além disso, autoridades apontam que cortes administrativos anteriores impactaram a capacidade de resposta a desastres e de monitoramento atmosférico. Analistas destacam que a precisão dos modelos pode ter queda devido à menor disponibilidade de dados e de especialistas.
Outras projeções independentes sugerem variações na atividade anual, com temporadas consideradas médias ou ligeiramente abaixo da média. Em especial, a projeção aponta para cerca de 13 tempestades nomeadas, com seis furacões, três atingindo a faixa de categoria 3 ou superior.
Apesar das perspectivas menos intensas, o diretor do NWS alerta para manter o preparo. Até mesmo uma temporada abaixo da média pode apresentar perigos significativos; a preparação continua sendo essencial.
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