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El Niño pode afetar o Sul do Brasil, entenda os impactos previstos

El Niño em formação pode elevar chuvas no Sul do Brasil, com risco de temporais, enchentes e deslizamentos na primavera de 2026

Fenômeno El Niño deverá se formar nos próximos meses. Veja o impacto no Sul do Brasil.
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  • O El Niño está em formação e pode se consolidar no fim do outono ou no início do inverno de 2026, com probabilidade superior a cinquenta por cento segundo a NOAA.
  • Em anos de El Niño, há maior probabilidade de chuvas no Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul, principalmente no outono e na primavera.
  • Há risco de episódios de chuva intensa, temporais e enchentes ou deslizamentos na primavera de 2026, devido ao acúmulo de precipitações ao longo do outono e do inverno.
  • O fenômeno em 2026 pode ser forte a muito forte, com intensidade comparável à observada em 2023, aumentando o risco de eventos climáticos extremos no Sul.
  • A previsão indica influência no clima global no segundo semestre de 2026, cobrindo inverno, primavera e próximo verão, mas ainda é cedo para estimar volumes de chuva.

O El Niño pode influenciar o clima no Sul do Brasil neste ano. O fenômeno tende a ampliar a chuva na região, especialmente no Rio Grande do Sul, a partir do outono de 2026 e deve se consolidar entre o fim do outono e o início do inverno. A previsão aponta intensidade que pode ser forte.

Conforme dados da NOAA, há mais de 50% de probabilidade de consolidação do El Niño no inverno do hemisfério Sul. O monitoramento de longo prazo já trabalha com impactos no clima global a partir do segundo semestre de 2026, abrangendo inverno, primavera e verão no Brasil.

Historicamente, a chuva no Sul é mais expressiva na primavera, época de chuva intensa e eventos extremos. No caso de um El Niño costeiro, o aquecimento mais intenso ocorre próximo ao Peru e ao Equador, com consequências locais sobre o Sul sem equiparar o efeito de um El Niño clássico.

El Niño está em formação

O outono de 2026, que começa no dia 20 de março, registra a influência de um El Niño costeiro. Este tipo de fenômeno envolve aquecimento localizado da água do mar no litoral norte do Peru e no litoral do Equador. O aquecimento regional não possui a mesma abrangência global do El Niño clássico.

Com o El Niño costeiro, o ar quente e úmido sopra com mais frequência do Norte para o Sul, favorecendo nuvens carregadas e tempestades no Sul. Contudo, o volume de chuva acumulado na estação ainda não deve ser extremo, segundo as análises atuais.

Ao longo do outono, há risco de episódios de chuva intensa, com transtornos para gaúchos. Ainda não é possível comparar com os volumes de 2023, quando houve grandes impactos na região. O cenário atual aponta maior probabilidade de chuva severa em maio.

Perspectivas para o restante do ano

A Climatempo indica potencial para um El Niño de forte a muito forte, com intensidade próxima à observada em 2023. O Sul do Brasil vem de verão com déficit hídrico, e a expectativa é de aumento das precipitações no outono e ao longo do ano.

Espera-se que o aquecimento do Pacífico se intensifique, levando a maior atuação de frentes frias no outono e no inverno. A primavera pode registrar tempestades mais frequentes e riscos de enchentes e deslizamentos, diante do acúmulo de chuvas.

Apesar da projeção de maior atividade, não há confirmação de impactos específicos para cada estado. As autoridades recomendam monitoramento constante das previsões oficiais e medidas preventivas para áreas de risco.

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