- Em 13 de março, o Sistema Cantareira opera com 40,3% da capacidade de armazenamento, bem abaixo do mesmo período do ano passado, quando estava em 59%.
- As chuvas de fevereiro ficaram acima da média histórica: 244,8 milímetros, frente à média de 200,8 milímetros, ou seja, 17,97% acima.
- Apesar da elevação, a recuperação dos reservatórios permanece lenta e há preocupação com o fim do verão, que deve chegar em cerca de uma semana.
- A recuperação é lenta por diversos motivos hidrológicos: déficit acumulado, caminhos da água na bacia e necessidade de chuva constante nas áreas certas.
- Há expectativa de chuvas até o fim de março, mas abril tende a manter contribuições moderadas e maio pode trazer menor aporte, com o início da estação seca na região Sudeste. Também há indicação de possível El Niño no segundo semestre de 2026.
O Sistema Cantareira continua abaixo de 50% de capacidade, mesmo com o fim do verão se aproximando. Chuvas expressivas em fevereiro elevaram o nível, mas não alcançaram recuperação suficiente para tranquilizar o abastecimento. Em março, o volume armazenado segue em trajetória de alerta.
Entre fevereiro e março, as precipitações superaram a média histórica: 244,8 mm em fevereiro, ante 200,8 mm. Mesmo assim, Cantareira alcançou apenas 40,3% de armazenamento, segundo dados mais recentes da SABESP. O patamar de 59% no mesmo período de 2025 evidencia queda relevante.
A recuperação é gradual por fatores hidrológicos. Deficit hídrico acumulado pode borrifar ganhos em curto prazo; grande parte da chuva não se transforma imediatamente em água armazenada, devido infiltração, evaporação e escoamento.
A chuva precisa ocorrer nas áreas certas da bacia para favorecer as represas. Observa-se que chuvas concentradas na capital podem não impactar diretamente os reservatórios situados na divisa com o Sul de Minas Gerais. O balanço entre entrada de água e retirada para abastecimento continua determinante para o nível.
O que entra em Cantareira segue lento. A vazão afluente não acompanha a retirada para consumo, mantendo o aumento do volume como processo gradual. A tendência é de que março, ainda dentro do período úmido, não supere rapidamente o índice atual.
Situação atual do reservatório
Segundo a SABESP, em 13 de março Cantareira opera com 40,3% da capacidade total. O nível está abaixo do verificado no mesmo período de 2025, quando a média atingia 59%. A diferença de quase 20 pontos percentuais evidencia risco de abastecimento.
O que esperar para as próximas semanas?
Meteorologistas indicam chuvas eventuais até o fim de março, com queda gradual dos volumes. Em abril, a recorrência de chuvas deve permanecer, ainda que em menor intensidade, e maio tende a marcar início do período mais seco. A possibilidade de El Niño no segundo semestre de 2026 é citada como potencial fator de variabilidade climática, com impactos regionais.
Caso não haja recuperação significativa, a operação de abastecimento durante o período de estiagem seguirá desafiadora, mantendo o cenário de atenção para o Cantareira.
Entre na conversa da comunidade