- Março marca o fim do verão no hemisfério sul; o verão 2025/2026 se encerra às 11h45 de 20 de março de 2026, e o outono começa no mesmo dia.
- As pancadas de chuva continuam em março, mas em volume menor que nos meses de verão; há risco de temporais devido ao calor e a frentes frias, com a ZCAS atuando no fim do mês.
- O fenômeno La Niña, de fraca intensidade, deve ser tecnicamente finalizado em março, dando lugar a neutralidade térmica; porém, um El Niño costeiro é observado no litoral do Peru e do Equador, e um novo episódio de El Niño pode se confirmar no final do inverno de 2026.
- A previsão de chuva para março aponta acumulação próximo ou levemente abaixo da média em grande parte do país, com déficit no Amazonas e no Pará, e maior chuva no Nordeste, Espírito Santo, Minas Gerais, Amapá e Roraima; ZCIT e proximidade de ZCAS devem ampliar chuva em algumas áreas.
- A temperatura tende a ficar acima da média em quase todo o país no fim do mês, com calor e sensação de abafamento predominando; não há expectativa de massas de ar frio de origem polar atuando com força no interior, mas áreas litorâneas podem ter temperaturas mais amenas por nebulosidade e frentes frias oceânicas.
O mês de março de 2026 encerra o verão no hemisfério Sul. O período de calor armazenado durante o verĂ£o 2025/2026 ainda influencia o clima no Brasil, com chuva típica de fim de estação, mas menos volumosa que nos meses mais chuvosos. O verão termina às 11h45 de 20 de março, horário de Brasília, e o outono começa no mesmo instante.
A climatologia aponta pancadas de chuva em boa parte do país, porém menos intensas que em dezembro, janeiro e fevereiro. No Centro-Oeste, Sudeste e sul da Região Norte, as médias de março costumam ficar abaixo do início do verão.
El Niño e La Niña
O fenômeno La Niña, com intensidade fraca, deve ser tecnicamente encerrado ainda em março. O Pacífico Equatorial ficará em neutralidade térmica, sem influência de El Niño ou La Niña. Entretanto, observa-se um El Niño costeiro no litoral do Peru e do Equador.
- O El Niño costeiro tende a elevar temperaturas no centro-sul brasileiro, potencialmente refletindo em São Paulo. A projeção indica um novo episódio de El Niño pleno apenas no final do inverno de 2026, com impactos variados na chuva.
Chuva em março de 2026
O mês ainda deve apresentar pancadas de chuva na maioria das regiões, com irregularidade especialmente na Região Sul. A chuva prevista fica, em grande parte, abaixo da média, mas há tendência de temporais por calor excessivo e frentes frias ocasionais.
- O mês começa com a ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) organizada nos últimos dias de fevereiro, já sendo o quinto episódio em 2026, com atuação no Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. No final de março, pode haver nova formação de corredores de umidade.
Anomalia de chuva prevista
A previsão aponta acumulado de chuva próximo a ou pouco abaixo da média histórica em quase todo o país. Amazonas e Pará devem observar maior déficit, enquanto áreas do Nordeste, Espírito Santo, Minas Gerais, Amapá e Roraima podem ter chuva acima da média.
Temperatura em março de 2026
O calor predominante deve marcar o mês, especialmente no centro-sul, Sul, Mato Grosso do Sul e áreas de São Paulo. Madrugadas devem ser menos abafadas. Não há expectativa de massas de ar frio intensas no interior, mas frentes frias próximas ao litoral podem manter temperaturas amenas em alguns trechos do Sudeste e Nordeste.
Anomalia de temperatura prevista
A temperatura média no fim de março deve ficar próximo ou ligeiramente acima da média histórica em grande parte do país. Há risco de onda de calor no Sul, oeste e sul de Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo. Nebulosidade e chuva devem manter temperaturas acima da média em parte do Nordeste e de Roraima.
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