- Tempestade histórica açoita a costa leste dos EUA, com Nova York coberta por neve superior a meio metro em alguns pontos e ventos fortes.
- Mais de 40 milhões de pessoas estão em alerta em sete estados; mais de 500 mil domicílios ficaram sem energia.
- Quase todos os voos da região foram cancelados, com o aeroporto LaGuardia e o John F. Kennedy registrando altas frações de operações suspensas.
- A mobilidade na cidade ficou comprometida: ferrovias, ônibus e tráfego de veículos com restrições, e instituições como a ONU e tribunais fechados.
- A prefeitura declarou estado de emergência, criou um banco de dados de paradas críticas para limpeza da DSNY e abriu vagas de apoio para remoção de neve; escolas públicas permanecem fechadas neste dia.
O temporal invernal histórico varre a costa leste dos Estados Unidos, deixando Nova York soterrada em neve de mais de 50 centímetros em alguns pontos. A tempestade ganhou categoria de ciclone explosivo na madrugada de segunda-feira, levando moradores a permanecerem em casa e dificultando o tráfego de vias, veículos de emergência e serviços públicos. Rajadas de vento e precipitação contínua contribuíram para a interrupção de atividades na região.
A neve tardia cobriu cidades do interior de Nova York a Massachusetts, com acumulações superiores a 30 centímetros em várias localidades. A gravidade do evento elevou os avisos de tempestade para níveis sem precedentes na última década em Nova York e em parte de New England, com cortes de energia em mais de 500 mil domicílios.
Situação na região
Quase todos os voos na área foram cancelados, com mais de 5.300 operações suspensas na madrugada de segunda-feira. Aeroportos de destaque registraram quedas relevantes: LaGuardia cancelou a maior parte de suas partidas, Kennedy também, Boston e Filadélfia anunciaram altas porcentagens de cancelamentos. No serviço ferroviário, Long Island Rail Road operava em baixa performance; trens de curta distância tiveram restrições.
Impactos em Nova York
Os bairros da cidade enfrentaram quedas de visibilidade, com ventos que passaram de 80 km/h. Mobilidade pública sofreu interrupções: linhas de metrô suspensas ou com atrasos significativos, ônibus com velocidade reduzida e vias com restrições de circulação. Uma ordem de proibição de tráfego rodoviário entrou em vigor durante a noite e permaneceu até o meio-dia, na tentativa de evitar desordem.
Medidas e resposta
O prefeito declarou estado de emergência para evitar colapsos na mobilidade. O Departamento de Saneamento monitorou paradas de ônibus, faixas de pedestres e bocas de esgoto que costumam apresentar problemas de acessibilidade, atualizando um banco de dados de localização. Equipes municipais em turnos de 12 horas, com cerca de 2.600 profissionais, atuaram no acesso a vias, calçadas e abrigos de ônibus.
Mão de obra e remuneração
Foi anunciada a abertura de cadastro para reforço na limpeza, com pagamento de 30 dólares por hora aos trabalhadores admitidos, salário superior ao mínimo local. A iniciativa visa apoiar a retirada de neve e melhorar a circulação em áreas críticas, com foco em pontos com maior vulnerabilidade.
Educação e serviços
O fechamento das escolas públicas de Nova York permaneceu em vigor, marcando o primeiro dia de neve desde 2019. O município informou que as aulas presenciais devem retornar na terça-feira, sujeitas à evolução das condições climáticas. A paralisação educativa foi mantida para garantir a segurança de estudantes e funcionários.
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