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El Niño deve retornar em 2026, com intensidade incerta

El Niño pode retornar em 2026, entre junho e setembro, com intensidade incerta; NOAA aponta 40% de chance em junho e 60% em setembro, com chuvas e secas

Pedestres se protegem da chuva na Praça Dom José Gaspar, na região central de São Paulo, Brasil.
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  • A Administração Oceanográfica e Atmosférica Nacional (NOAA) informou que o El Niño pode retornar entre junho e setembro de 2026, com cerca de 40% de chance em junho e 60% em setembro.
  • O último El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e contribuiu para dois dos anos mais quentes já registrados; foi seguido por La Niña mais fraca que o normal.
  • O El Niño tende a elevar a temperatura média global e pode provocar chuvas intensas, secas no Norte e Nordeste do Brasil e aumento de precipitação no Sul e Sudeste.
  • Os fenômenos El Niño e La Niña são cíclicos, envolvendo variações na temperatura das águas do Pacífico e ventos; as fases de neutralidade ocorrem entre elas, com ciclos geralmente de dois a sete anos.
  • No momento, a NOAA aponta que o fim da La Niña está próximo e há 60% de chance de uma fase neutra entre fevereiro e abril; o El Niño deve chegar no terceiro trimestre, com previsões que permanecem sujeitas a atualização com novos dados.

O El Niño pode retornar entre junho e setembro de 2026, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). A probabilidade é de cerca de 40% para junho e 60% para setembro, com impactos variados globalmente.

O último El Niño ocorreu entre 2023 e 2024, elevando as temperaturas médias do planeta. Em seguida houve La Niña, menos intensa que o normal, e o ciclo segue alternando com fases de neutralidade.

El Niño aumenta a temperatura global ao aquecer as águas do Pacífico equatorial. No Brasil, pode favorecer secas no Norte e Nordeste e chuvas intensas no Sul e Sudeste, dependendo da intensidade e da duração do fenômeno.

Contexto do El Niño e La Niña

Os dois fenômenos são ciclos ligados a variações nas águas do Pacífico e aos ventos na região. El Niño é o aquecimento; La Niña, o resfriamento. A transição entre os regimes ocorre de forma não previsível e varia entre dois e sete anos.

A NOAA destaca que previsões feitas no início do ano tendem a ser menos precisas. A agência atualiza periodicamente suas análises com novos dados para orientar governos e setores vulneráveis.

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