- A água dos rios e represas só sobe com chuva regular que persiste por várias semanas, não apenas com temporais isolados.
- Existem dois momentos no ano: período úmido, com chuva frequente, e período seco, com longos intervalos sem chuva que não recarregam os reservatórios.
- Fenômenos oceânicos El Niño e La Niña influenciam onde e quando chove, alterando a distribuição das precipitações pelo país.
- A chuva sozinha nem sempre recarrega; calor intenso, evaporação e chuva irregular dificultam a recuperação dos níveis, e o solo seco precisa ficar úmido por alguns dias para a água infiltrar.
- O tipo de chuva que realmente enche rios e represas é o que é frequente, persistente e distribuído em grandes áreas por vários dias, como ocorre durante zonas de convergência atmosférica.
O que acontece com as águas de rios e represas não depende de temporais isolados. A regularidade da chuva, o estado do solo e os padrões climáticos são determinantes para a recuperação dos níveis d’água.
Ao longo do ano, há dois períodos que definem o funcionamento dos recursos hídricos: úmido, com chuvas frequentes, e seco, com longos intervalos sem chuva. A diferenciação explica por que rios sobem lentamente ou permanecem baixos.
Períodos úmidos e secos: quem realmente comanda o nível da água
No período úmido, o solo fica úmido e a água infiltra mais rapidamente, contribuindo para a elevação gradual dos níveis. Já no período seco, chuvas são raras e concentradas, sem garantia de recarga.
Mesmo com temporais, a recuperação dos reservatórios pode não ocorrer se as chuvas forem irregulares, restritas a áreas pequenas ou de curta duração. Em parte do Brasil, meses podem passar sem chuva suficiente.
Por que não chove igual todos os anos?
Fenômenos oceânicos influenciam a distribuição das precipitações. O El Niño tende a aumentar a chuva no Sul e reduzir no Norte e Nordeste, gerando grande irregularidade no Sudeste e Centro-Oeste.
O La Niña pode favorecer maior atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, elevando chuvas no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, com possível redução no Sul. A temperatura do oceano também molda frentes frias e sistemas de chuva.
Por que a água não se recupera mesmo quando chove?
Fatores como calor intenso aceleram a evaporação, e ondas de calor elevam o consumo de água. Chuvas irregulares atingem áreas diferentes, reduzindo a recarga. Períodos úmidos fracos agravam o cenário de seca.
O solo seco e rachado absorve rapidamente as primeiras chuvas, que atingem camadas profundas sem elevar imediatamente os níveis de água. Aumento visível ocorre somente após dias de chuva frequente.
Que tipo de chuva realmente enche rios e represas?
Não é qualquer chuva. Temporais intensos, comuns no verão, trazem grandes volumes em pouco tempo e geram alagamentos urbanos, mas costumam pouco elevar reservatórios grandes.
A chuva mais eficaz é frequente, persistente e distribuída em grandes áreas por vários dias. Esse padrão é observado, por exemplo, durante a Zona de Convergência do Atlântico Sul ou da Zona de Convergência Intertropical.
Chuva forte pode inundar ruas; chuva persistente enche represas. Monitore previsões regionais e alertas meteorológicos para manter a leitura precisa dos riscos.
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