- Fevereiro começou com chuva forte em grande parte do Brasil, incluindo o Sudeste, devido a nuvens carregadas e ar quente e úmido distribuídos pelo país.
- Fatores que ajudam: a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e o JBN — jato de baixos níveis, que move ar quente e úmido da Amazônia para o restante do país.
- Uma área de baixa pressão se formou na costa do Sudeste (entre São Paulo e Rio de Janeiro) e, entre 4 e 5 de fevereiro, dá origem a uma frente fria com ciclone extratropical, mas com atuação fraca no interior.
- A Climatempo aponta que a intensificação das chuvas é associada às circulações de ventos entre 1,5 e 5 mil metros de altitude, mantendo a chuva forte de forma pouco marcada de interior para o país.
- Para a segunda quinzena de fevereiro, a tendência é menor frequência de baixas pressões próximas à costa e aumento de alta pressão no Atlântico Sul, o que deve reduzir a influência no tempo. Há alerta para nova frente fria no fim de semana, entre 7 e 8 de fevereiro, com chuva significativa no Sul, Sudeste e especialmente no litoral de São Paulo.
Uma nova área de baixa pressão se forma na costa da região Sudeste entre São Paulo e Rio de Janeiro neste dia 4 de fevereiro. Na madrugada de 5 de fevereiro, essa área originará uma frente fria associada a um ciclone extratropical. O sistema, no entanto, terá pouca influência sobre o tempo no interior do Brasil nos próximos dias.
A explicação para as chuvas fortes envolve a grande disponibilidade de ar quente e úmido já presente no país, combinada à ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) que se organizou neste começo de semana. Além disso, o JBN (jato de baixos níveis) distribui ar quente e úmido da Amazônia para outras regiões, alimentando nuvens de chuva sobre a maior parte do território.
A área de baixa pressão na costa atua como canalizadora da corrente de vento quente e úmido, intensificando a chuva na região Sudeste. O ciclone extratropical e a frente fria formados entre quarta e quinta-feira atuam sobre o oceano, com fraca intensidade e sem alcance significativo ao interior. O efeito, segundo a Climatempo, é de fraca influência sobre as condições no Sudeste.
A climatologia responsável pelo evento aponta para temperaturas da água do Atlântico Sul acima da normal na costa do Sudeste. Essa água aquecida funciona como combustível para novas baixas pressões na costa, com a expectativa de que haja formação de outras áreas de baixa pressão até o fim da primeira quinzena de fevereiro.
Na segunda quinzena, a tendência é de menor frequência de baixas pressões na costa. Um sistema de alta pressão deve ganhar força sobre o Sudeste, alterando a circulação de ventos e mantendo as baixas pressões mais distantes da costa, em alto-mar, com menor impacto no tempo em território nacional.
A Climatempo alerta para a possibilidade de nova frente fria no fim de semana, entre 7 e 8 de fevereiro. O sistema deve atingir o Sul já na sexta, com nuvens e chuva sendo disseminadas ao longo do fim de semana pelo Sul, e, no domingo, avançar para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em São Paulo, a chuva pode se intensificar na noite de sábado e se espalhar pelo estado no domingo, com atenção para o litoral paulista, especialmente a Baixada Santista.
O fim de semana também prevê impactos no Rio de Janeiro e em áreas de Minas Gerais, com chuva potencialmente forte. A Climatempo mantém o compromisso de informar com responsabilidade e recomenda ficar atento às atualizações diárias da previsão do tempo no app, site e redes sociais.
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