- Fevereiro começa com um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul, trazendo um corredor de umidade que se organiza desde o Norte e avança pelo Centro-Oeste até o Sudeste.
- O padrão favorece áreas extensas de instabilidade, com chuva mais frequente e maior risco de episódios fortes e de transtornos.
- O eixo da ZCAS deve atuar um pouco mais ao sul, impactando São Paulo, parte de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e demais áreas tradicionalmente atingidas.
- A duração prevista é de domingo, um, até quarta-feira, quatro, com tempo fechado, chuva recorrente e pancadas de forte intensidade.
- Pode haver alívio pontual para reservatórios no Sul de Minas Gerais e, indiretamente, para São Paulo, mas não resolve plenamente a crise hídrica.
Na primeira semana de fevereiro, o Brasil volta a enfrentar um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). A circulação favorece atuante corredor de umidade que cruza o país do Norte ao Sudeste, mantendo chuva mais frequente.
O fenômeno, que já se manifesta a partir de domingo, pode trazer áreas de instabilidade extensas e risco de episódios de chuva forte, com impactos como alagamentos e transtornos em regiões já úmidas.
Em comparação com os dois episódios anteriores, o eixo da ZCAS deve ficar mais ao sul, ampliando a atuação sobre São Paulo, parte do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e áreas tradicionais de chuva intensa. Minas Gerais, Goiás, DF, Mato Grosso, Acre, Rondônia e Amazonas também devem sentir efeitos.
A configuração atmosférica envolve alta pressão na Bolívia, cavados em altos e médios níveis, além de ventos que garantem o contínuo aporte de vapor d’água. Essas condições favorecem a organização de nuvens de chuva desde o início do mês.
A duração estimada é de poucos dias: organização começa no domingo e deve perder força na quarta-feira. Mesmo assim, o padrão da ZCAS tende a permanecer nas regiões atingidas, com tempo fechado e pancadas ocorrendo ao longo do dia.
Há expectativa de alívio pontual para reservatórios do Sudeste, especialmente no Sul de Minas Gerais, com aumento de volumes que pode, indiretamente, beneficiar o estado de São Paulo. Não há garantia de solução plena da crise hídrica.
Mesmo com duração mais curta, há risco de alagamentos, enxurradas e elevação de rios. Encostas podem sofrer deslizamentos em áreas propensas. A recomendação é acompanhar previsões e manter planos de emergência atualizados.
⚠️ Orientações para temporais. Fique atento aos avisos oficiais, evite objetos soltos, não se abrigue sob árvores, e reduza a velocidade ao dirigir. Em caso de risco, procure abrigo seguro e siga a Defesa Civil.
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