- A TV Gazeta avalia uma reestruturação editorial para reduzir a dependência financeira da Igreja Universal do Reino de Deus.
- A dependência atual é de cerca de 80% da receita, com a igreja ocupando aproximadamente 11 horas da grade diária.
- A diretora Juliana Algañaraz diz que a estratégia envolve ampliar produção de conteúdo original e fortalecer a identidade da emissora.
- A mudança será gradual, com planos de encerrar parcerias religiosas na grade no longo prazo e testar formatos próprios nos horários disponíveis.
- O contrato com a Igreja Universal vence em 2027, e a gestão pretende desenvolver projetos para substituir parte da receita com venda de horários.
A TV Gazeta pretende reestruturar sua linha editorial para reduzir a dependência financeira da Igreja Universal do Reino de Deus. A informação foi divulgada pela superintendente geral da emissora, Juliana Algañaraz, em entrevista publicada no podcast NaTelinha, na última terça-feira, 3.
Segundo a executiva, a nova gestão quer ampliar a produção de conteúdo original e fortalecer a identidade da programação. A dependência atual é um ponto central nas mudanças.
A apuração do TV Pop aponta que o contrato com a Igreja Universal representa cerca de 80% da receita da Gazeta. A instituição ocupa aproximadamente 11 horas da grade diária, impactando a definição de uma identidade nacional para o canal.
Algañaraz ressaltou que a emissora pretende criar uma faixa de conteúdo voltada ao público brasileiro, para reduzir o peso da venda de horários. Em outras palavras, busca maior autonomia criativa.
A diretora descreveu a situação como um calo no pé da estratégia editorial. Embora reconheça o papel da venda de horários como fonte de receita com baixo custo, o modelo restringe a diversidade de projetos.
A gestão aposta em conteúdos para atrair públicos mais jovens e diversificados, ampliando o alcance da programação e testando formatos novos com horários disponíveis.
Transição gradual
O plano estratégico prevê, a longo prazo, encerrar parcerias com grupos religiosos na programação. A mudança deve ocorrer de forma gradual para não desorganizar a grade.
Algañaraz afirmou que o contrato com a Igreja Universal vence em 2027. Nos próximos 12 meses, a prioridade é desenvolver projetos capazes de substituir parte da receita da venda de horários.
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