- Gregorio Duvivier atingiu 300 mil espectadores do monólogo O Céu da Língua, no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (29).
- O espetáculo, criado por Duvivier em parceria com Luciana Paes, mescla teatro e música, com cenografia de Dina Salem Levy, ambientação sonora ao vivo de Pedro Aune e projeções de Theodora Duvivier.
- Os convidados nos bastidores foram Jorge Drexler, Duda Beat, Allan Souza Lima e Caco Barcellos; Drexler elogiou a apresentação em postagem no Instagram.
- O show não é um recital tradicional e é descrito como “stand-up comedy pegadinha”, tratando de mudanças na língua portuguesa, palavras em desuso e novos significados.
- A apresentação faz referências a Portugal e à herança linguística, citando Eugénio de Andrade e o projeto Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar.
Gregorio Duvivier celebrou a marca de 300 mil espectadores do monólogo cômico O Céu da Língua, criado pelo próprio ator em parceria com Luciana Paes, que também assina a direção. A sessão aconteceu na noite de sexta-feira (29), no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro. O evento reuniu personalidades nos bastidores, entre elas o cantor Jorge Drexler, que está em turnê pelo Brasil, Duda Beat, Allan Souza Lima e o jornalista Caco Barcellos.
Drexler, em turnê pelo país, elogiou o espetáculo em publicação no Instagram, afirmando ter vivenciado uma das experiências teatrais e linguísticas mais marcantes da sua vida. O elenco e a produção receberam bem os convidados, destacando a atmosfera criativa do show.
Formado em Letras pela PUC-Rio e também autor de poesia, Gregorio utiliza o espetáculo como ponte entre o público e o universo poético. O monólogo mescla humor e reflexão, apresentando uma peça que, segundo Paes, funciona como uma pegadinha cômica que captura o público de forma inesperada.
Sobre o Espetáculo
A encenação investe em uma linguagem híbrida entre teatro e música, com cenografia de Dina Salem Levy e ambientação sonora ao vivo pelo contrabaixista Pedro Aune. As projeções visuais são criadas por Theodora Duvivier, irmã do artista, enquanto a atuação principal recai sobre Duvivier, que transita entre o estilo do humorista popular e o pesquisador da palavra.
O texto aborda mudanças na língua portuguesa, termos que caíram em desuso e outros que ganharam novos significados, usando expressões cotidianas como exemplos de poesia involuntária. A linguagem, segundo a proposta, é vista como algo vivo, afetivo e compartilhado entre usuários.
Homenagens e referências
Entre as referências, o espetáculo presta homenagem a Portugal e à herança linguística comum, citando Eugénio de Andrade. O projeto também remete à parceria anterior entre Duvivier e o humorista Ricardo Araújo Pereira, em Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar, ampliando o diálogo entre culturas lusófonas.
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