- A pesquisadora de PhD Audrey Parker estuda estratégias de mitigação de metano em fazendas leiteiras e em minas de carvão, com foco em reduzir esse gás de efeito estufa.
- Em fazendas, Parker usa sondas para medir concentrações de metano, avaliando tecnologias práticas para capturar ou transformar o gás.
- O principal estudo envolve um catalisador feito de zeólitas dopadas com cobre, com testes de aquecimento externo para converter metano em dióxido de carbono.
- As pesquisas combinam quantificação de emissões com o desenvolvimento de tecnologias que possam operar em campo, incluindo testes em lavouras reais e avaliações de desempenho sob condições variadas.
- Parker trabalha com a professora Desirée Plata, participa de atividades de divulgação científica e planeja concluir o PhD no próximo ano, buscando impacto real na redução de emissões.
Audrey Parker, estudante de PhD em engenharia civil e ambiental, lidera pesquisas em mitigação de metano em fazendas leiteiras e minas de carvão. O objetivo é reduzir emissões do gás de efeito estufa mais potente que o CO2. O trabalho combina aferições de campo com desenvolvimento de tecnologias.
A pesquisadora trabalha no MIT, no laboratório da professora Desirée Plata, há quatro anos. As atividades incluem recolher dados em fazendas para medir concentrações de metano e testar materiais capazes de converter o metano em dióxido de carbono, com menor potencial de aquecimento.
Parker cresceu em Boise, Idaho, e teve contato precoce com atividades ao ar livre. Formou-se na Boise State University, com destaque como Top Ten Scholar. Participou do MIT Summer Research Program, antes de iniciar o PhD, direcionando os estudos para estratégias de mitigação de metano.
A linha de pesquisa concentra-se em duas fontes principais de metano: emissões de minas de carvão e vapor de fazendas leiteiras. Embora diluídas, essas fontes representam parte relevante das emissões humanas. O trabalho busca soluções utilizáveis em escala real.
A abordagem envolve quantificar metano nas fontes de emissão e desenhar tecnologias que possam transformar o metano em CO2, um gás com menor potencial de aquecimento. Técnicas com zeólitas dopadas com cobre são avaliadas quanto à durabilidade e desempenho sob condições de campo.
Experimentos também ocorrem em fazendas para testar a viabilidade prática das tecnologias. Em 2025, Parker analisou o uso de energia térmica para sustentar a queima de metano em materiais catalíticos, destacando quando há benefício ambiental líquido.
O objetivo é mapear as trocas entre eficiência energética e redução de emissões, garantindo que as soluções não agravem o aquecimento global em cenários reais. A pesquisa busca orientar adoção tecnológica com impactos reais no curto prazo.
O trabalho de Parker envolve ainda um componente de divulgação científica e políticas públicas. Ela atua como co-presidente de visitas ao Congresso promovidas pelo MIT, com foco em políticas baseadas em ciência. O objetivo é aproximar ciência e regulamentação.
Também lidera, nesta primavera, um workshop sobre financiamento de mercados voluntários de carbono, conectando conhecimento técnico a capitais privados para ampliar ações de mitigação.
Além das atividades de laboratório, Parker mantém atividades ao ar livre, como trilhas e esqui, e projeta concluir o PhD no próximo ano. O foco é continuar protegendo o ambiente descrito desde a infância, especialmente no contexto de incêndios florestais e secas recorrentes no oeste dos Estados Unidos.
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