- O deputado Lindbergh Farias pediu a Moraes que inclua Sergio Moro no inquérito das “milícias digitais” por ter dito que Lula foi “eleito entre aspas” durante ato de filiação ao PL, ocorrido nesta quarta-feira (25).
- Lindbergh afirma que a declaração, feita na cerimônia de filiação ao lado de um pré-candidato à Presidência, agrava a situação e coloca em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral.
- O petista sustenta que a fala atinge a regularidade da apuração e a autoridade da Justiça Eleitoral, potencialmente afetando a normalidade democrática.
- Moro explicou, em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, que a expressão se referia à discussão sobre a anulação de condenações do Lula pelo STF, e não à manipulação das urnas.
- O senador afirmou ainda que jamais questionou as urnas eletrônicas e que foi eleito justamente por meio delas.
O deputado federal Lindbergh Farias protocolou ao ministro do STF Alexandre de Moraes um pedido para incluir o senador Sergio Moro no inquérito das milícias digitais. A acusação envolve declarações sobre a legitimidade da eleição de Lula.
O requerimento foi protocolado nesta quarta-feira (25). O PT afirma que Moro, ao falar durante a filiação ao PL, na presença de apoiadores, insinuou que o resultado de 2022 foi injusto.
Segundo Lindbergh, a declaração ocorre em ato de filiação e perto de um pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro, o que, na visão do PT, agrava o teor da afirmação.
Moro rebate explicação durante entrevista
Moro afirmou à Gazeta do Povo, nesta quinta (26), que a fala referia-se à eventual anulação da condenação de Lula pelo STF, não a qualquer suposta manipulação das urnas. Ele disse que nunca questionou as urnas eletrônicas.
O senador explicou que a expressão tinha o objetivo de discutir a veracidade judicial de decisões, mantendo que jamais houve dúvida sobre o sistema de votação utilizado. Ele reforçou ter sido eleito por meio das urnas.
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