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Caso Master no STF quem integra a Segunda Turma que discutirá prisão de Vorcaro

Segunda Turma do STF discute manter prisão de Daniel Vorcaro; Toffoli se declarou suspeito, deixando o placar em quatro votos

Toffoli deixou a relatoria do caso Master em fevereiro, e Mendonça herdou a função — Foto: Reprodução
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  • A Segunda Turma do STF, formada por cinco ministros, vai decidir se mantém a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
  • A decisão foi de André Mendonça, que apontou risco à ordem pública e à continuidade das investigações; o caso passa a colegiado.
  • Dias Toffoli, relator anterior, declarou-se suspeito e não votará; ele deixou a relatoria em fevereiro.
  • Com a saída de Toffoli, o julgamento passa a ter quatro votos; o ministro também se declarou suspeito em questão de instalação de CPI na Câmara para acompanhar o caso Master.
  • O relator Mendonça havia ampliado a autonomia da Polícia Federal e autorizado compartilhar dados sigilosos com a CPMI; Vorcaro foi preso no dia quatro, na terceira fase da Operação Compliance Zero, e permanece em cela de seis metros quadrados em Brasília.

O STF deve decidir se a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro permanece. A Segunda Turma, formada por cinco ministros, avaliará a medida determinada pelo relator André Mendonça. A decisão sobe a risco à ordem pública e às investigações.

Dias Toffoli, relator anterior, se declarou suspeito e não votará. Com isso, a análise passa a ter quatro votos. Toffoli deixou o caso Master em fevereiro após revelar sociedade em empresa que vendeu parte de um resort a fundos ligados a Vorcaro.

A decisão sobre a suspeição ocorre no mesmo julgamento do caso Master, marcado para sexta-feira, o primeiro em órgão colegiado após decisões monocráticas. Cristiano Zanin foi sorteado para analisar um pedido relacionado.

Troca de relator e novo cenário

André Mendonça assumiu o caso Master e ampliou a atuação da Polícia Federal, liberando dados sigilosos para a CPMI que investiga fraudes no INSS. A prisão de Vorcaro foi decretada no dia 4, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Segundo o inquérito, Vorcaro chefiava uma suposta “milícia privada” denominada A Turma, envolvida em monitoramento ilegal e ameaças a adversários. Registros indicam acesso a sistemas da PF e do Ministério Público para obter informações de interesse do banqueiro.

Vorcaro está detido em uma penitenciária de segurança máxima em Brasília, em cela de cerca de 6 m². A prisão integra o conjunto de apurações sobre fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.

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