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Fachin arquiva relatório da PF que citava Toffoli como relator do caso Master

Fachin arquiva suspeição de Toffoli no caso Master após PF apontar menções; ministros decidem não declarar suspeito e Toffoli deixa a relatoria

Infográfico - Entenda a teia que liga empresa da família Toffoli ao Banco Master — Foto: Arte/g1
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  • Fachin arquivou neste sábado a arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli, relator da investigação sobre fraudes no Banco Master.
  • A suspeição hinged on um relatório da Polícia Federal entregue ao STF, que apontava menções a Toffoli em mensagens entre Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel sobre o pagamento de um resort da família Toffoli no Paraná, Tayayá.
  • Em reunião realizada em 12 de fevereiro, ministros entenderam não caber a suspeição e Toffoli deixou a relatoria, citando interesses institucionais.
  • O STF informou que não houve motivo para declarar Toffoli suspeito e que todos os atos dele na condução do inquérito permanecem válidos.
  • As investigações sobre irregularidades no Banco Master começaram no STF em dezembro, envolvendo a compra pelo Banco de Brasília (BRB) e frentes relacionadas, com acareação autorizada e prorrogações determinadas pelo ministro.

O ministro Edson Fachin arquivou ação de suspeição que questionava a atuação de Dias Toffoli como relator do inquérito sobre suspeitas de fraudes no Banco Master. A decisão ocorreu neste sábado (21).

A peça de origem foi um relatório da Polícia Federal, entregue ao STF em 9 de fevereiro pelo diretor-geral Andrei Rodrigues. O documento trazia menções a Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

As mensagens entre Vorcaro e Fabiano Zettel citavam o pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá, e motivaram a análise inicial da suspeição no STF.

No dia 12 de fevereiro, ministros do STF se reuniram para debater o relatório da PF. Em nota conjunta, disseram não haver motivos para declarar Toffoli suspeito, e informaram que ele abriu mão da relatoria.

A nota destacou que Toffoli decidiu renunciar à condução do inquérito em respeito aos interesses institucionais envolvidos. A decisão de afastar-se foi tomada após a reunião.

Segundo a própria comunicação, o colegiado considerou não cabível a arguição de suspeição e validou a atuação de Toffoli na condução do caso Master. O arquivamento de Fachin decorre desse entendimento.

Investigações

As apurações sobre irregularidades no Banco Master chegaram ao STF em dezembro, por envolver uma menção a um deputado federal. A origem é a Justiça Federal de Brasília, com ligação à aquisição do banco pelo BRB.

No curso das apurações, Toffoli autorizou acareação no fim de 2025 e prorrogou investigações em janeiro. Também autorizou operações da PF em outra frente, relacionada a esquemas de fraudes com fundos de investimento ligadas ao Master.

O material divulgado pelo STF aponta que Toffoli acompanhou etapas da apuração, enquanto outros atos foram realizados por diferentes setores do tribunal.

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