- STF retoma, nesta quinta-feira, 19, a primeira sessão plenária após o Carnaval, em meio a desconfiança e desgaste entre ministros.
- O ministro Dias Toffoli saiu da relatoria do caso Master após denúncias envolvendo seu nome, familiares e fundos ligados ao banco; a redistribuição ocorreu por sorteio para o ministro André Mendonça.
- Trechos de reunião vazada geraram dúvidas sobre possível gravação por Toffoli; Fachin e aliados cogitaram sindicância interna, mas abandonaram a ideia.
- O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Receita Federal apure acessos a informações de dez ministros e de familiares; a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.
- Relação entre a esposa de Moraes e o Master provocou desconforto entre parte dos magistrados; Fachin projeta a criação de um código de ética, enquanto o governo Lula evita se envolver na crise.
O Supremo Tribunal Federal retoma nesta quinta-feira, 19, sua primeira sessão plenária após o Carnaval, em meio a desconfianças internas e desgaste entre ministros. O foco permanece no caso envolvendo o Banco Master e as ligações com Toffoli e Moraes.
No centro da controvérsia, Toffoli foi mantido fora da relatoria após denúncias envolvendo seu nome, familiares e fundos ligados ao Master. A redistribuição do caso ocorreu por sorteio e coube a André Mendonça. O episódio gerou questionamentos sobre a condução do processo.
Nos corredores do STF, ministros dizem ter ficado espantados com desdobramentos recentes e com trechos de uma reunião que foram ao público. A possibilidade de gravação da reunião por Toffoli não foi confirmada, mas elevou o clima de desconfiança interna.
Repercussões e desdobramentos
Dias Moraes, em decisão recente, determinou que a Receita Federal apure se dados de ministros e familiares foram acessados por servidores. Na terça-feira, 17, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra suspeitos de acessos ilegais aos sistemas da Receita.
O STF divulgou, em nota oficial, a identificação dos nomes dos investigados e impôs medidas cautelares. A controvérsia envolve relações contratuais do Master com familiares de ministros, o que tem chamado a atenção de parte da Corte.
Interlocutores próximos a Fachin apontam que, ao abrir o caso para si, o STF assume responsabilidade política sobre as implicações, o que tem gerado tensões entre os magistrados. A busca por uma saída inclui a criação de um código de ética para a Corte.
Contexto institucional
Auxiliares do presidente da Corte reconhecem limitações de poder da presidência, principalmente na mediação de conflitos internos. O governo Lula tem adotado posição de distância em relação à crise que envolve o STF, buscando evitar escalada política.
Entre na conversa da comunidade