- O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master; a reunião com policiais federais do caso, marcada para sexta-feira (13), será o primeiro teste de como conduzirá as investigações no STF.
- Mendonça foi indicado por Jair Bolsonaro sob o rótulo de “terrivelmente evangélico” e é visto como o “lobo solitário” no tribunal, sem proximidade com o núcleo mais influente da Corte.
- O ministro já teve divergências com o grupo que lidera as decisões duras em investigações envolvendo bolsonaristas, incluindo voto pelo impedimento de Moraes no julgamento do golpe, em 2025, que terminou com 9 a 1.
- No STF, Mendonça mantém interlocução com Luiz Fux e Edson Fachin, Carmen Lúcia, e tem histórico de aproximação com antigos aliados do governo, como Michelle Bolsonaro, Rogério Marinho e Tarcísio de Freitas.
- Além do Master, Mendonça conduz investigações sobre fraudes bilionárias no INSS; ambos os casos envolvem suspeitas de irregularidades em contratos de crédito consignado e foram herdados de Toffoli.
O novo relator do caso Master, André Mendonça, assume a condução das investigações no STF. A primeira ato dele é convocar reunião com policiais federais nesta sexta-feira (13). O objetivo é medir o ritmo das apurações, que ganham destaque em ano eleitoral.
A nomeação de Mendonça ocorreu menos de 12 horas após o sorteio que indicou seu nome para a relatoria. No STF, ele chega em um momento de forte expectativa de que as apurações atinjam políticos e autoridades ligadas ao processo.
No Congresso, a pressão é alta. O avanço das investigações pode repercutir entre as forças político-partidárias, com impactos potenciais sobre o clima político nacional. O papel do novo relator é visto como determinante para os próximos passos do caso.
Contexto no STF e na atuação de Mendonça
Desde a posse, Mendonça não se alinhou ao núcleo mais poderoso da Corte, liderado por Moraes, Mendes e Dino. O ministro tem histórico de aproximação com interlocutores do governo e de votos contrários ao grupo que conduz investigações de bolsonaristas.
Mendonça foi voto divergente em temas sensíveis, incluindo o impedimento de Moraes no julgamento sobre o inquérito do golpe, ocorrido em 2025. O placar daquela ocasião foi de 9 a 1, consolidando seu posicionamento de independência relativa.
O histórico de embates com Moraes remete a 2023, quando houve discussão sobre a atuação do Ministério da Justiça no 8 de janeiro. A relação pública entre os dois já foi marcada por divergências significativas.
Além do Master, Mendonça já conduz investigações sobre fraudes bilionárias no INSS. A coincidência de temas reforça o foco de sua atuação em questões de alta sensibilidade política e jurídica.
O cenário envolve ainda a relação entre Mendonça e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que influenciou a sabatina do ministro. Mendonça chegou ao STF após vencer uma das votações mais disputadas entre indicados recentemente.
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