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Toffoli e o caso Master: investigadores falam em reset da República

Investigadores veem Toffoli com relatoria do caso Master em situação insustentável após laudo da PF, risco de crises no STF

Ministro Dias Toffoli durante a sessão plenária do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • Investigadores do caso Master consideram insustentável a posição de Dias Toffoli como relator do inquérito no STF após a entrega, pela PF, de relatório com informações do celular de Daniel Vorcaro.
  • A Polícia Federal encaminhou ao presidente do STF, ministro Fachin, o relatório da perícia no celular de Vorcaro, dono do Master investigado por fraudes bilionárias, que traz menções a Toffoli.
  • A PF investiga se houve pagamentos a Toffoli relacionados a Vorcaro e ao Master; não houve pedido de suspeição do ministro pela PF.
  • No STF, há pressão para que Toffoli se afaste da relatoria; desde o ano passado já havia corrente interna defendendo o afastamento, intensificada pelo avanço das investigações.
  • A defesa de Vorcaro critica o vazamento de informações e afirma que isso constrange e prejudica o pleno exercício do direito de defesa; fontes afirmam que a PGR pode sustentar ausência de irregularidades.

Investigadores do caso Master consideram que a posição de Dias Toffoli como relator do inquérito no STF ficou insustentável. O alerta é que o material coletado até agora pode, nas palavras de autoridades, “resetar” a República.

Nesta quarta-feira, a Polícia Federal entregou ao ministro Fachin, presidente do STF, um relatório da perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master investigado por fraudes bilionárias. Havia menções a Toffoli no conteúdo analisado.

A PF aponta apurações sobre possíveis pagamentos a Toffoli relacionados a Vorcaro e ao Master. O blog revelou que o relatório cita um artigo da Lei Orgânica da Magistratura que trata de indícios de crimes envolvendo magistrados. Em nota, Toffoli disse sofrer ilações.

Medidas no STF e reação interna

A PF não pediu a suspeição de Toffoli para a relatoria, mas a pressão interna no STF é significativa para que ele se afaste do caso. Há uma corrente de magistrados que desde o ano passado defendia a saída dele da relatoria, o que ganha força com o avanço das investigações.

O celular de Vorcaro foi apreendido em novembro, durante a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Master, hoje liquidado pelo Banco Central. A defesa de Vorcaro criticou o que chamou de vazamento seletivo de informações, dizendo que isso pode constranger e prejudicar a defesa.

Fontes próximas à investigação afirmam que a Procuradoria-Geral da República acompanha o caso e pode sustentar a avaliação de que não houve irregularidades nas informações levantadas pela PF sobre Toffoli.

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