- Deputados da base governista pedem à Procuradoria-Geral da República o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito do Banco Master no Supremo Tribunal Federal; a representação é assinada por Heloísa Helena, Fernanda Melchionna, Sâmia Bonfim e Túlio Gadêlha.
- Este é o primeiro pedido de parlamentares da base do governo em relação ao envolvimento de Toffoli no caso; até então, oposição já havia feito solicitações semelhantes.
- O documento cita reportagens que apontam proximidade entre Toffoli e pessoas ligadas aos investigados, defendendo a necessidade de preservar a imparcialidade do inquérito, sem imputar culpa ao magistrado.
- A representação menciona ainda que Toffoli decretou sigilo absoluto nos autos e restringiu a atuação da Polícia Federal, além de citar viagem do ministro à final da Copa Libertadores de 2025 em voo particular com um advogado ligado aos investigados.
- Caso a PGR entenda necessário, os deputados sugerem redistribuição do processo no STF para evitar dúvidas sobre a validade das decisões; o pedido está sob análise, sem manifestação oficial até o momento.
Deputados da base governista encaminharam à Procuradoria-Geral da República um pedido para afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master no STF. A representação foi apresentada por Heloísa Helena, Fernanda Melchionna, Sâmia Bonfim e Túlio Gadêlha.
O texto sustenta preocupação com a imparcialidade do relator, citando reportagens sobre suposta proximidade entre Toffoli e pessoas ligadas aos investigados. O grupo afirma que o objetivo não é atacar o magistrado, e sim evitar dúvidas sobre a condução do inquérito.
Os parlamentares explicam que o afastamento seria uma medida cautelar para resguardar a confiança pública no andamento das investigações. A ação não substitui a apuração ampla que eles defendem por meio de mecanismos próprios.
Entre os casos citados está a viagem de Toffoli para a final da Copa Libertadores de 2025, no Peru, no mesmo voo de um advogado que atua na defesa de investigados ligados ao Banco Master. Também é mencionada a relação de familiares do ministro com resorts no Paraná.
Segundo a representação, a simples aparência de proximidade com o caso pode reduzir a legitimidade dos atos do inquérito, ainda que não haja comprovação de irregularidades. O ministro determinou sigilo absoluto nos autos e restringiu a atuação da Polícia Federal.
Caso haja necessidade, os deputados solicitam a redistribuição do processo no STF para evitar riscos à validade das decisões. A PGR analisa agora o pedido, sem manifestação oficial sobre o mérito.
Contexto em aberto
A decisão final sobre o afastamento depende da Procuradoria-Geral da República. O STF ainda não se manifestou sobre mudança na relatoria do caso Banco Master. A reportagem acompanha os desdobramentos oficiais à medida que forem divulgados.
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