- Kevin Efrusy, sócio da Accel e um dos primeiros investidores do Facebook, aposta em startups brasileiras fora da onda de IA.
- Em entrevista à Bloomberg Línea, ele afirma que a febre de IA nos mercados desenvolvidos pode tornar o ambiente de venture capital na América Latina mais racional.
- Efrusy participou recentemente de uma rodada Série C co-liderada por 125 milhões de reais na Azos, empresa de seguros, reforçando o interesse em mercados emergentes.
- No Brasil, ele atua em startups como Wellhub, Quinto Andar, Flash e Pismo (adquirida pela Visa em 2023), mantendo foco em soluções nacionais e regionais com IA.
- O investidor destaca que o ecossistema latino-americano pode não concorrer com gigantes globais de IA, mas há oportunidades para treinar IA adaptada a problemas locais, além de mencionar a importância de reformas tributárias para o impulso do ecossistema.
Kevin Efrusy, sócio histórico da Accel e um dos primeiros investidores do Facebook, segue com foco fora da bolha da inteligência artificial, em busca de oportunidades em startups brasileiras. Em entrevista à Bloomberg Línea, ele afirma que a febre de IA nos mercados desenvolvidos pode favorecer um ambiente mais cuidadoso de venture capital na América Latina.
O investidor americano diz que a atenção global à IA reduz a pressão por imitadoresfolhas de alto risco, abrindo espaço para empresas tradicionais com potencial de margens elevadas. Ele cita setores de consumo e marketplaces que podem se beneficiar da IA sem perder o foco em modelos sustentáveis.
Efrusy reforça que, apesar de não investir mais como gestor ativo na Accel, aplica recursos de forma independente e mantém cerca de 30 startups na América Latina. No Brasil, integra cap table da Wellhub, Quinto Andar, Flash e já investiu na Pismo, adquirida pela Visa em 2023.
Oportunidades
Segundo o investidor, o ecossistema latino-americano não precisa aspirar à próxima OpenAI, mas oferece oportunidades relevantes em frentes como IA aplicada a problemas locais. Ele aponta que o Brasil pode desenvolver soluções nacionais adaptadas a contextos específicos.
O executivo destaca vantagens de um ecossistema em fase de amadurecimento, com casos de reverse brain drain e retorno de profissionais qualificados. Ele cita ganhos de infraestrutura, previsibilidade regulatória e inovação financeira como fatores que fortalecem o ambiente.
Efrusy afirma que o Brasil tem reguladores atentos e reformas fiscais que podem tornar o ecossistema perigoso na prática, caso avancem. Ele argumenta que reformas tributárias podem ampliar a competitividade de startups regionais.
A atuação recente
O investidor realizou recentemente um follow-on na Azos, empresa do setor de seguros, em rodada Série C com participação co-liderada pela Kaszek, no total de 125 milhões de reais. O movimento reforça a aposta em mercados emergentes.
Na Azos, o fundador Rafael Cló teve participação destacada em conversas que duraram meses, segundo o investidor. Efrusy ressalta a importância da persistência do empreendedor e da crença no impacto de produtos com potencial de melhorar a vida das pessoas.
O aporte na Azos ocorreu um ano após a empresa realizar rodada Série B de 170 milhões de reais, que marcou a entrada do investidor na startup. Na ocasião, a Endeavor Catalyst passou a compor o cap table.
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